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há 2 dias por Regina Pitoscia

Aluguel com vencimento em fevereiro, pelo IGPM, vai subir 6,74%

Os contratos de aluguel vinculados ao IGPM e com vencimento em fevereiro terão um reajuste de 6,74%. Esse porcentual corresponde à variação acumulada do índice, que é calculado pela Fundação Getúlio Vargas, de fevereiro do ano passado a janeiro deste ano. Algo em torno de 90% das locações têm o aluguel corrigido por esse indexador, e isso porque é conhecido dentro do próprio mês e reflete mais a evolução de preços comerciais.

O porcentual de correção de fevereiro desceu mais um degrau em relação aos 7,54% de janeiro, ou mais ainda em relação ao reajuste aplicado aos contratos nos três últimos meses de 2018, em torno de 10%. A queda é decorrente do recuo da inflação, medida por esse índice, e a tendência é a de que a atualização dos aluguéis caia ainda mais nos próximos meses, caso os preços se mantenham bem comportados.

Para encontrar o novo aluguel, basta multiplicar o que foi pago até janeiro por 1,0674, o resultado corresponde ao valor corrigido a ser desembolsado pelo inquilino no finzinho do mês, ou início de março. Por exemplo, um aluguel de R$ 2 mil passaria para R$ 2.134,80 com o reajuste.

Em razão da situação econômica mais apertada, com um número ainda expressivo de desempregados, e o dinheiro mais curto, e oferta ainda ampla de imóveis para locação, o momento permite ao inquilino tentar negociar um reajuste menor ou até mesmo a manutenção do valor que vem sendo pago. O acordo fica mais fácil se ele vem pagando o aluguel em dia e preservando o imóvel.

Contratos novos

Se o reajuste dos contratos em andamento vem dando um certo alívio ao bolso do inquilino, o mesmo acontece aos contratos novos. Levantamento feito pela FipeZap Imóveis que acompanha a evolução os preços de locação de imóveis residenciais em 15 cidades do País, mostrou que, ao longo de 2018, o valor pedido nos imóveis desocupados subiu 2,33%. Porcentual que correu abaixo da inflação oficial de 3,75%, registrada pelo IPCA no mesmo período, espelhando as dificuldades financeiras que não dão espaço para aluguéis mais elevados.

Um comportamento que se repete, pelo menos, nos últimos quatro anos. Em três cidades houve até mesmo um recuo nos níveis dos aluguéis: Rio de Janeiro apresentou queda de 3,44%; Fortaleza, de 2,72% e Niterói, de 1,92%. Como contraponto, as maiores altas dos valores iniciais pedidos na locação foram verificadas em São Bernardo do Campo (SP), com avanço de 9,49%, em Recife, de 7,21% e em Curitiba, de 6,21%. Também apontaram alta superior à inflação de 3,75%, as cidades de Belo Horizonte (5,73%), Goiânia (5,71%), Brasília (4,97%), São Paulo (3,93%) e Florianópolis (3,89%).

Considerando as 15 cidades pesquisadas, o valor médio do aluguel é de R$ 28,75 por metro quadrado. Mas entre as cidades que lideram com os aluguéis mais caros estão São Paulo, onde o preço do metro quadro é de R$ 37,04, Rio de Janeiro, de R$ 30,10, Brasília, de R$ 29,93 e Santos, de R$ 29,31. As cidades mais baratas para quem vai morar de aluguel são Fortaleza, com o metro quadrado em R$ 15,96, Goiânia, em R$ 16,06 e Curitiba, em R$ 18,16.

É evidente que são indicadores, e podem variar muito de bairro para bairro, também de acordo com o tipo e estado de imóvel e movimento de oferta e procura na região, mas sempre tendem a servir como uma boa base para o proprietário fixar o aluguel de seu imóvel. O valor a ser pedido vai depender, igualmente, da necessidade e pretensão do locador em alugar rapidamente para evitar despesas trazidas por um imóvel desocupado, como impostos (IPTU) ou taxas de condomínio.

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