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há 2 dias por Regina Pitoscia

Aluguel com vencimento em julho vai subir 6,92%

Contratos de aluguel residencial com vencimento em julho e vinculados ao IGP-M terão um reajuste de 6,92%. Esse porcentual corresponde à variação acumulada do índice de julho do ano passado a junho deste ano. O IGP-M (Índice Geral de Preços- Mercado) mede a inflação e é apurado pela Fundação Getúlio Vargas. Mais de 90% das locações tem o valor atualizado pela variação do IGP-M.

Para encontrar o aluguel de julho já corrigido, basta multiplicar o que vinha sendo pago até junho por 1,0692. O resultado corresponde ao valor que será pago no finzinho de julho ou início de agosto. Um aluguel de R$ 1.500, por exemplo, passará para R$ 1.603,80, com o reajuste.

Descontos

Se a alta dos alugueis de contratos em andamento começa a encorpar, o mesmo ainda não vem ainda sendo detectado com a mesma intensidade pelas pesquisas em relação aos valores pedidos nas novas locações.

O último levantamento feito pelo Sindicato da Habitação, Secovi-SP, mostrou que de junho do ano passado a maio deste ano o valor inicial pedido para imóveis que estavam desocupados caiu 1,50%, na capital paulista.

Já o Índice FipeZap de Locação Residencial, elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP, com base em anúncios de imóveis para a locação em 15 cidades do País, apontou uma alta de 0,13% em maio. Com isso, o avanço dos valores pedidos pelos imóveis residenciais ao longo deste ano ficou em 1,90%.

A reação meio empacada no segmento de locações é termômetro do que vem acontecendo na economia. As previsões de crescimento do País foram revistas todas para baixo, de níveis em torno de 3% em que se situavam no início de 2018, as estimativas de evolução do PIB (Produto Interno Bruto), que mede a evolução de bens e serviços produzidos, estão agora timidamente acima de 1%.

Diante de um cenário desses, os empresários tendem a manter o freio de mão puxado para novos investimentos, o desemprego segue atingindo mais de 13 milhões de brasileiros, a renda –  salários e aposentadorias –  continua sendo atualizada em algo entre 3% e 4% ao ano. E o cinto ainda apertado é determinante no momento de fechamento de um contrato de locação.

Por isso, um outro movimento vem sendo registrado no mercado, o de proprietários que aceitam conceder descontos sobre o valor estipulado inicialmente para o aluguel, ou ainda para a venda do imóvel.

Segundo a Lello, imobiliária e administradora paulistana, que iniciou uma campanha nesse sentido em maio, revelou que as adesões aos abatimentos sobre os preços pedidos no início da negociação cresceram 60% em relação à mesma iniciativa realizada em 2017. Em consequência, a concretização de novas locações e vendas de imóveis residenciais cresceu 50%, com base nesse mesmo comparativo. Foram 2 mil imóveis oferecidos nessas condições, em São Paulo.

A situação ainda é bastante favorável ao inquilino, tanto em volume de oferta de unidades, como nos valores pedidos pelos alugueis. Já o proprietário deve acompanhar de perto essa conjuntura de mercado e verificar se é o caso de conceder descontos para conseguir alugar mais rápido o seu imóvel.

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