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há 2 dias por Regina Pitoscia

Os índices que podem corrigir o aluguel

A correção dos aluguéis pode estar atrelada a diferentes índices que medem a inflação. A grande maioria dos contratos prevê o reajuste pelo Índice Geral de Preços do Mercado, o IGP-M, tanto é que o indexador calculado pelo Fundação Getúlio Vargas (FGV) ganhou o apelido de “inflação do aluguel”. Esse índice, que segundo o Secovi (sindicato da habitação,  disciplina a atualização dos aluguéis em quase 90% das locações residenciais, vem apresentando variação negativa desde o mês de julho e provocando uma queda no valor a ser pago ao proprietário.

No entanto, há outros indexadores que também são utilizados para a atualização do aluguel. E os mais populares são o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), do IBGE, o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor), calculado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, da USP) e o IGP-DI, que calculado também pela FGV com base em variação dos preços no atacado.

O reajuste anual da locação corresponde à variação acumulada pelo índice definido em contrato no período de 12 meses anteriores. Nem todos os índices foram negativos para quem tem o contrato atualizado em novembro. Contratos atrelados ao IPC-Fipe e ao INPC registraram variação positiva.

O aumento da locação pela variação do IPC-Fipe em novembro ficou em 3,38%. É preciso multiplicar o aluguel pago até outubro por 1,0338 para obter o valor reajustado. O índice calculado pela Fipe, considerado regional, é adotado basicamente para a correção do aluguel na capital paulista.

O INPC, índice que mede a variação de preços ao consumidor calculado pelo IBGE, acumulado entre novembro de 2016 a outubro de 2017 ficou em 1,83%. O valor reajustado será obtido pela multiplicação do aluguel pago até maio por 1,0183.

Nos contratos ligados ao IGP-DI, o reajuste do aluguel deve ter um recuo de 1,07%. Na prática, o valor pago até o outubro deve ser multiplicado por 0,9893.

E a queda do aluguel mais acentuada foi verificada pelo IGP-M, que apresentou um recuo de 1,41%. O valor pago até o mês passado deve ser multiplicado por 0,9859.

Tendência

O período de correção negativa do aluguel parece ter chegado ao fim. Isso porque houve reajustes importantes na energia elétrica e também nos combustíveis. Preços que disparam uma reação em cadeia nos preços de vários outros produtos e esse comportamento deverá estar estampado nos diferentes índices de inflação a partir deste mês.

 

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