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há 2 dias por Regina Pitoscia

As condições do crédito consignado com garantia do FGTS

Quem trabalha, tem carteira assinada e saldo na conta vinculada do Fundo de Garantia, poderá contar com mais uma opção para levantar um empréstimo. Trata-se do crédito consignado, que passou a ser concedido pela Caixa Econômica Federal, desde a semana passada, modalidade em que o dinheiro do FGTS é dado como garantia da operação, e por isso pode oferecer condições mais facilitadas.

É preciso preencher ainda outros requisitos como estar empregado, pelo menos, por 12 meses, receber o salário em conta corrente da Caixa, e trabalhar para empresa que tenha convênio de consignado com esse banco.

Os juros serão a partir de 2,63% ao mês ou 36,6%ao ano, uma taxa atraente para quem está precisando de dinheiro emprestado, para a concretização de algum plano, desde que de forma planejada. Ou para quem já está endividado e pagando juros bem mais altos do que esses. Mas a decisão de assumir um financiamento desses não pode se limitar a olhar apenas os juros. É preciso conhecer as regras, além de considerar outros fatores que vão atingir diretamente o orçamento.

As condições

O empréstimo poderá ser concedido por até 48 meses e o limite de juros para essa linha será de 3,5% ao mês ou 51% ao ano.

O total a ser liberado vai depender do total depositado na conta vinculada do FGTS. Isso porque o optante poderá oferecer como garantia (lastro) da operação até 10% do seu saldo e também a multa de 40%, calculada sobre o mesmo saldo, a ser paga pelo patrão em caso de demissão sem justa causa.

Na prática, o valor a ser levantado poderá corresponder até 50% do seu saldo na conta vinculada: 10% da parcela da conta e mais 40% do saldo correspondente à multa rescisória. Assim, um trabalhador com R$ 100 mil em sua conta terá condições de pedir um empréstimo de até R$ 50 mil. Claro que a liberação também vai depender da análise do perfil de crédito do candidato, pela Caixa.

Vale esclarecer que a parcela de até 10%, que é dada como aval, vai continuar na conta vinculada do trabalhador e sendo remunerada com juros de 3% ao ano mais a variação da TR, que está bem próxima de zero. Só que de forma blindada, quer dizer, estará reservada para a Caixa, caso o compromisso não seja pago.

Da mesma forma, o participante terá de assinar um documento aceitando repassar a multa de até 40% (dependendo do valor do empréstimo) do seu saldo, que ficará com o banco, caso ele seja demitido, sem justa causa, e sem condições de continuar pagando o valor emprestado.

Essas condições reduziram os riscos de inadimplência das operações e viabilizaram esse tipo de empréstimo que, nesse momento, é oferecido apenas pela Caixa. Mas outros bancos estudam colocar o mesmo tipo de empréstimo em suas prateleiras, uma vez que a própria Caixa, que também é a gestora dos recursos do FGTS, criou um sistema que permitirá a qualquer agente financeiro obter informações sobre a conta vinculada do trabalhador, o que cerca as transações com mais garantias.

Juros

Como foi fixado o limite de 3,5% ao mês, não há como negar que a opção pode ser interessante a quem está endividado no cheque especial, linha que tem juros bem mais elevados, em torno de 12% ao mês. O mesmo raciocínio é válido para quem está afundado no rotativo do cartão de crédito, que cobra taxas entre 9% e 11% ao mês.

Nem é preciso fazer conta para perceber a vantagem em assumir o novo consignado para liquidar essas dívidas mais caras. Também em relação ao crédito pessoal, que tem taxas entre 4,33% e 5,79% ao mês, nos cinco maiores bancos do País, o consignado com o FGTS deve ser mais vantajoso, já que terá uma taxa de 2,63% ao mês.

Já considerando as modalidades de consignado ao aposentado, ao funcionário público e a empregados do setor privado, será necessário, conferir caso a caso. Isso porque nos cinco grandes do mercado, os juros do consignado nessas modalidades são mais baixas do que o consignado FGTS. Somente as taxas do Itaú e do Santander no consignado para funcionários do setor privado são mais altas do que a taxa do consignado FGTS na Caixa.

 

Considere também

Embora as taxas sejam relativamente baixas, o participante do FGTS deve ponderar ainda que terá de reservar uma parcela mensal de sua renda para pagamento do empréstimo. É preciso fazer um bom planejamento para ter condições de pagar em dia a prestação. Caso contrário, terá uma redução no seu patrimônio do FGTS, porque o que foi dado como garantia do empréstimo poderá ser repassado ao banco credor para saldar a dívida.

Mais ainda, mesmo que com juros mais camaradas e uma prestação relativamente baixa, vale a pena conferir quanto será pago pelo total do empréstimo. É que nos prazos mais longos, o consumidor pode acabar desembolsando o dobro ou até mais do valor pedido inicialmente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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