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há 2 dias por Regina Pitoscia

Bancos isentam de taxas a compra de título pelo Tesouro Direto

Ficou mais barato, ou até sem custo nenhum, o investimento em títulos públicos com a compra de papeis por meio da internet, pela plataforma do Tesouro Direto. Alguns bancos passaram a isentar de cobrança a taxa de corretagem, outros a taxa de custódia, outros ainda ambas as taxas do investidor que usa as corretoras ligadas aos bancos para a intermediação da compra de títulos do Tesouro pela plataforma.

A decisão dos bancos, para atrair investidores, não chega a ser novidade. Ela reproduz a iniciativa de número cada vez maior de corretoras que deixaram de cobrar, em um ambiente de acirrada concorrência, taxa de corretagem e de custódia de quem compra títulos públicos pela plataforma do Tesouro Direto.

A isenção de taxas reduz ainda mais os custos já baixos do investimento em títulos do Tesouro pela internet. A taxa de corretagem, zerada na maioria das corretoras, é o custo de intermediação entre o investidor e o banco, usado para movimentação do dinheiro de compra e venda dos papeis. A taxa de custódia, equivalente a 0,30%, é o custo da guarda dos papeis, ainda que de forma escritural, na BM&FBovespa.

A Bradesco Corretora já não cobra taxas de custódia de quem investe em títulos públicos desde julho e o Itaú Unibanco também zerou a taxa nessa modalidade de investimento.

O Santander seguiu pelo mesmo caminho, ao deixar de cobrar a taxa de corretagem de todos os clientes que compram títulos públicos, com a intermediação da Santander Corretora, pelo Tesouro Direto.

Os clientes do Banco do Brasil também ficaram isentos da taxa de custódia desde sexta-feira na compra de títulos públicos pela internet.

A isenção de taxas, comparada com os custos de administração em fundos de investimento, reforça a atratividade da aplicação em títulos públicos e a competitividade entre os bancos em que o investidor poderá ser o maior beneficiado. É interessante fazer uma pesquisa antes de escolher uma corretora, independente ou ligada a um banco, para fazer o meio de campo nesse tipo de investimento.

Tesouro Direto

O Tesouro Direto é uma plataforma que oferece títulos do governo para investimento. Foi um canal que o Tesouro Nacional criou para pulverizar a oferta, antes limitada à colocação de papeis por meio de leilões no mercado, a que os investidores tinham acesso por meio de fundos. Existe um leque de opções: títulos prefixados, títulos pós-fixados indexados à inflação e, ainda, à taxa Selic.

Após a criação da plataforma, até os nomes dos títulos públicos ofertados para a compra direta de pessoas físicas mudaram, na versão pela internet: a LTN (Letra do Tesouro Nacional), com taxa de juro prefixada, virou Tesouro Prefixado; a NTN-F (Nota do Tesouro Nacional da série F), com juro prefixado pago semestralmente, virou Tesouro Prefixado com juros semestrais; Letra Financeira do Tesouro (LFT), com juro atrelado à taxa Selic, virou Tesouro Selic; a NTN-B Principal (Nota do Tesouro Nacional da série B Principal), com correção monetária pelo IPCA mais juro real pago no vencimento, virou Tesouro IPCA Principal; e NTN-B, com correção monetária pelo IPCA e juro real pago semestralmente,  virou Tesouro IPCA com juros semestrais.

Os títulos da vitrine do Tesouro Direto atendem a variados objetivos, de acordo com as expectativas e necessidades do investidor.

Quem  aposta em tendência de alta dos juros sente vantagem em escolher o Tesouro Selic, título que remunera com juro pós-fixado atrelado à variação da taxa Selic, que o Copom calibra em suas reuniões.

Quem aposta em trajetória inversa, de queda dos juros, tem como opção o Tesouro Prefixado, em que o investidor trava uma taxa de juro prefixada elevada para atravessar um cenário de juro em baixa mais à frente.

Quem desconfia da inflação e quer proteção do dinheiro contra os efeitos corrosivos da alta de preços faz escolha supostamente mais vantajosa pelo Tesouro IPCA, título público que mescla o rendimento com juro real prefixado, que se conhece no momento da compra, e correção monetária, equivalente à variação do IPCA, acumulada no período.

 

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