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há 2 dias por Regina Pitoscia

Brasileiro tem dificuldades na administração das finanças

Recente pesquisa divulgada pelo Serviço de Proteção do Crédito (SPC Brasil) em conjunto com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas mostrou que o brasileiro enfrenta ainda muitas dificuldades na administração de suas finanças. Vão desde problemas de inadimplência, 70% deixaram de pagar ou pagaram com atraso pelo menos uma de suas contas em 2017, até a falta de noção do que é estar endividado.

O levantamento, realizado com 805 participantes, ao longo do ano passado, mostrou que 7 em cada dez consumidores tiveram problemas para pagar em dia seus compromissos: 39% referiam-se a cartão de crédito; 28% planos de internet; e 26% plano de celular ou telefone fixo.

Não deixa de ser alarmante o fato de que 71% dos entrevistados não sabem, de fato, o que significa estar endividado. Para 43% deles, uma pessoa com dívidas é aquela que tem contas em atraso; 28% afirmaram que está endividado quem possui o nome negativado nas entidades de proteção ao crédito e apenas 24% acertaram a questão, afirmando que uma pessoa endividada é aquela que possui parcelas a vencer ou empréstimos feitos.

A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, esclarece que sempre que alguém faz uma compra no cartão de crédito, até mesmo em uma única parcela, está assumindo uma dívida. O mesmo acontece com carnês de lojas ou financiamentos. Ela afirma que não há problema nenhum nisso, desde que o consumidor tenha o controle das contas e não ultrapasse suas condições de arcar com o pagamento do que foi acordado. “Do contrário, em pouco tempo se pode passar de endividado a devedor, o que é bem diferente”. É que o devedor poderá ter seu nome negativado e um aumento desproporcional dos valores a pagar, pelos juros embutidos em cada compromisso.

Não por acaso, a mesma pesquisa revela ainda que quase metade dos brasileiros (47%) estão ou tiveram no nome incluído em algum serviço de proteção ao crédito, no ano passado. Sendo que a maior incidência foi registrada entre as classes C, D e E.

Para o educador financeiro, José Vignoli, é importante que o consumidor preserve as condições de pagamento de suas despesas fixas, caso contrário, corre o risco de se tornar inadimplente. Além disso, ele recomenda a formação de uma poupança com parte dos ganhos tanto para bancar imprevistos como para evitar entrar em dívidas que cobrem juros, além de procurar fazer atividades que permitam obter rendimento extras e sair o mais rapidamente possível dessa situação.

Mudança de cultura

A boa notícia, trazida pelo levantamento, é que 80% dos entrevistados que tiveram seu nome incluído nas listas de maus pagadores afirmam que mudaram a forma de administrar seus gastos para chegar ao equilíbrio das contas.

Entre as principais medidas adotadas para isso apareceram: controlar os gastos, 49%; pensar melhor antes de comprar algo, 39%; comprar somente quando puder pagar à vista, 34%; passar a economizar para lidar com imprevistos, 32%; evitar o uso do cartão de crédito, 28%; não emprestar o nome para terceiros, 23%; e cancelar o cartão de crédito, 17%.

 

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