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há 2 dias por Economia Nota 10

Caem mais as taxas do empréstimo consignado

O governo reduziu ainda mais o teto dos juros cobrados nos empréstimos consignados a aposentados e funcionários públicos: eles poderão ficar, no máximo, em 28% ao ano.

Para trazer os dados com mais precisão, agora as taxas aplicadas a essa linha de crédito podem ser de até 2,08% ao mês ou 28,02% ao ano para o segurado do INSS, e de 2,05%ao mês e 27,57% ao ano para os servidores.

O que não deixa de ser boa notícia para quem está precisando de dinheiro emprestado e pode se candidatar a levantar um consignado. Ele tem um dos custos mais baixos do mercado. Nesses casos, o financiamento só é concedido a quem recebe aposentadoria ou vencimentos por meio de folha de pagamento com crédito em conta corrente em banco.

Processo que permite o desconto da mensalidade antes mesmo dessa renda chegar ao bolso de quem tomou o empréstimo. Quer dizer, não existe o risco de calote, por isso, as taxas podem ser mais baixas.

Vantagem

Portanto, quem tem dívidas, por exemplo, no rotativo do cartão de crédito, em que as taxas batem os 20% ao mês – dez vezes mais que no consignado – não precisa pensar duas vezes em fazer uma transferência de dívida:  levanta o consignado e liquida o compromisso no cartão, se livrando de um peso muito maior para o bolso. A mesma providência deve ser tomada por quem está endividado no cheque especial ou qualquer outro crédito que cobre taxas muito acima desses 2% ao mês.

Até aí parece clara a vantagem em adotar o consignado, mas para não anular esse tipo de vantagem é preciso ter consciência de que, pelo tempo que durar o financiamento, a renda estará comprometida.

Cuidados

É preciso se organizar e contar com um orçamento mais baixo para pagar as outras despesas. Além disso, convém observar que a prestação pode até ser baixa, mas se for paga por períodos mais elásticos, por 2, 5 ou até 10 anos, o total a ser desembolsado poderá representar o dobro ou mais do que foi emprestado.

A renda do devedor ficará comprometida pela prestação por todo o período em que o empréstimo for pago. Embora os juros sejam mais baixos, o valor final do empréstimo pode representar o dobro ou mais do que foi levantado.

O valor da prestação de um consignado não pode exceder a 35% da renda total do aposentado ou servidor. Sendo que 30% devem corresponder a financiamentos que podem ser livremente empregados, por exemplo, para pagar outras dívidas, complementar a renda, ou para a compra de algo, e os 5% destinados exclusivamente para o pagamento de saldo devedor do cartão de crédito.

Quem não estiver afundado em dívidas e não tiver urgência para o consumo de algum produto deve evitar o uso dessa linha de crédito. Não convém queimar a oportunidade de ter um empréstimo com condições favoráveis com compromissos que não seja prioridade em momentos de sufoco financeiro.

Simulações

Quem se interessar em conhecer as condições de um consignado, número e valor de parcelas e taxa de juros, pode recorrer diretamente ao banco em que tem conta. Não deixe de solicitar também o Custo Efetivo Total, o CET, que inclui o IOF, Imposto sobre Operações Financeiras, e eventuais outros custos.

No site do Banco Central há uma calculadora que permite a simulação, https://www.bcb.gov.br/calculadora/calculadoracidadao.asp, com uma ideia bastante aproximada de qual será o valor de uma prestação no consignado.

Considerando a atual taxa para o aposentado de 2,08% ao mês para um empréstimo de R$ 10 mil a ser pago em 24 meses, por exemplo, a calculadora informa que a prestação será de R$ 533,51. Só que sobre esse valor ainda cabem imposto e taxas, mas já é possível ter uma boa noção das condições.

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