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há 2 dias por Regina Pitoscia

Crédito para a compra de imóvel ficou menor na Caixa

A compra de imóvel com financiamento pelos bancos continua difícil. Além dos juros altos, que não acompanham o tombo da taxa básica de juros, a Selic, alterações nas demais condições do crédito imobiliário estreitam os caminhos que conduzem ao sonho da casa própria.

Dois meses após suspender a linha de financiamento imobiliário Pró-Cotista, concedido com o dinheiro do FGTS, a Caixa Econômica Federal reduziu, no dia 16 de agosto, o teto das principais linhas de financiamento para a compra de imóveis no País.

A diminuição do teto de valor de crédito imobiliário, de 90% do valor de avaliação do imóvel para 80%, vale para o programa de habitação popular Minha Casa, Minha Vida, a modalidade Pró-Cotista, que estão com as contratações suspensas no momento por falta de recursos, e os financiamentos pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), concedidos com os recursos captados pela caderneta de poupança.

O corte no valor limite de empréstimo vale para os financiamentos contratados com cláusula de correção das prestações pelo SAC (Sistema de Amortização Constante), o mais adotado no mercado imobiliário, pelo qual o valor das parcelas mensais é decrescente. O mutuário paga uma prestação maior no início que vai ficando menor ao longo do tempo, mas chega ao fim do contrato com a dívida quitada.

No sistema de amortização pela Tabela Price, em que o valor da prestação permanece estável no intervalo entre os reajustes, o valor limite de financiamento não teve alteração na linha de crédito do Minha Casa, Minha Vida e nos financiamentos pelo SFH. A modalidade Pró-Cotista, nesse sistema, teve o limite de empréstimo cortado de 80% para 70%.

Contrapartida

A redução do teto de crédito exige do candidato ao financiamento imobiliário, como contrapartida, um volume maior de recursos para dar como entrada do negócio. Para comprar um imóvel avaliado em R$ 800 mil, por exemplo, será preciso ajuntar uma poupança de R$ 160 mil, para completar os R$ 640 mil que a Caixa vai liberar de crédito.

O lado bom e até sensato da alteração é que a exigência de volume maior de entrada, com consequente redução do valor do crédito imobiliário, possibilitará o encurtamento do prazo de financiamento, que poderá estender-se até por 30 a 35 anos, e a redução do valor das prestações.

Este é um ponto que precisa ser muito bem avaliado e pensado por quem está interessado em comprar um imóvel financiado. A economia dá sinais de alguma recuperação, mas a distância que separa o que parece uma reação cíclica de atividade de uma retomada consistente de crescimento parece longa e ainda gera dúvidas sobre emprego, renda e tudo o mais que pode afetar a caminhada de anos a fio para a casa própria.

 

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