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há 2 dias por Regina Pitoscia

Crefisa diz que resolve problemas de negativados. Será?

Em horário nobre, aparece a oferta de crédito todos os dias. O desenho de um cachorrinho amigável anuncia as facilidades em conseguir um dinheiro emprestado pela Crefisa, mesmo com nome sujo na praça. Uma pontinha de esperança para milhões de brasileiros que, desesperados, se veem impossibilitados de honrar com seus compromissos em dia e são rejeitados pela maioria das financeiras.

Mas não se iluda, nem sempre essa será uma boa saída. É que essa financeira está pagando muito caro para aparecer ali bem na hora entre o Jornal Nacional e a novela das nove, na TV Globo, todo santo dia. E, não por acaso, também vai lhe cobrar uma das taxas mais altas do mercado para lhe conceder um financiamento. Principalmente porque emprestar dinheiro para quem já está inadimplente oferece um risco maior. Mas é importante conhecer essa condição.

Na última semana de julho, a taxa de juro era de quase 20% ao mês ou 757% ao ano. Quem pegou R$ 1 mil emprestados, pelo prazo de um ano, estará devendo R$ 8.570 só com a cobrança dos juros. Quer dizer, se alguém endividado entrar em um empréstimo desses não tenha dúvida de que ficará no atoleiro de vez.

Das 63 financeiras pesquisadas pelo Banco Central, a Crefisa só fica atrás da Daycoval  (22% ao mês), Facta (22% ao mês) e Bco Agiplan (21% ao mês), em termos de taxas mais elevadas do mercado.

Até mesmo os cinco maiores bancos estavam cobrando taxas bem mais baixas do que as da Crefisa na última semana de julho. No Bradesco a taxa de crédito pessoal estava em 5,81% ao mês ou 97% ao ano. Quem pegou R$ 1 mil aqui estará devendo R$ 1.970 no prazo de um ano. A diferença é imensa quando a comparação é feita em reais. No Itaú, em 4,95% ao mês ou 79% ao ano; na Caixa, em 4,81% ao mês ou 76% ao ano, no Santander, em 4,67% ao mês ou 73% ao ano e no Banco do Brasil, em 4,01% ao mês ou 60% ao ano.

Em outros bancos de menor porte e com grande atuação em crédito, as taxas também são mais camaradas. No Safra, por exemplo, é de 1,43% ao mês ou 19% ao ano. Veja que a taxa da Crefisa é de 20% ao mês, portanto acima do que o Safra cobra ao ano. A diferença é muito grande. O Banco Pan cobra 2,68%ao mês ou 37% ao ano. Como é possível notar, há opções bem menos pesadas do que a Crefisa que podem ser tentadas.

Quem tiver oportunidade de levantar empréstimo consignado, porque receber o salário ou aposentadoria pelo banco, deve dar preferência a essa linha de crédito, porque os juros são mais baixos.

Considerando as três versões do consignado, para aposentados, para servidores públicos e empregados da iniciativa privada, os juros variam de 1,66% a 3,36% ao mês. No crédito pessoal, os juros estão variando de 3,96% a 5,75% ao mês.

No rotativo do cartão de crédito os juros vão de 9,06% a 20,04% ao mês, o que correspondem a 183% a 795% ao ano, respectivamente.

Destaques

Entre os destaques sobre os juros do crédito, vale apontar que a taxa mais alta do cheque especial é cobrada pelo Santander, de 14,92% ao mês ou 430% ao ano. Fuja!

No rotativo regular do cartão de crédito, em que o consumidor paga o valor mínimo exigido de 15% do total da fatura, o juro mais alto é o do Bradesco, de 11,67% ao mês ou 276% ao ano. No rotativo não regular, em que o usuário do cartão não consegue pagar nem a parcela mínima, a taxa mais salgada é também do Bradesco, de 20,04% ao mês ou 795% ao ano. Fuja!

No crédito consignado, os juros mais altos são cobrados pelo Itaú nas três linhas: ao segurado do INSS, de 2,16% ao mês ou 29,22% ao ano; ao servidor público, de 2,66% ao mês ou 37,03% ao ano; e ao empregado do setor privado, de 3,36% ao mês ou 48,70% ao ano. Fuja!

Essas taxas do Itaú estão acima do que permite a legislação: de 2,14% ao aposentado e pensionista da Previdência Social e de 2,20% para o funcionalismo público. Correntistas que tiverem contratos fechados com juros acima desses níveis deve comunicar o fato à Previdência ou Ministério do Planejamento e também ao Banco Central.

No crédito pessoal, a taxa mais alta é a do Bradesco, 5,75% ao mês ou 95,61% ao ano.

No parcelado do cartão, são os bancos estatais que apresentam os juros mais pesados: Caixa, de 8,04% ao mês, e no Banco do Brasil de 7,68% ao mês. Fuja!

 

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