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há 2 dias por Regina Pitoscia

Os efeitos da turbulência política

Esqueça todas as projeções econômicas que eram favoráveis e dadas como certas para 2017, ou seja, juro básico da economia em torno de 8% até o fim do ano, crescimento do País de 0,5%, inflação anual na casa dos 3,93%, e reação mais acentuada no mercado de trabalho, que em abril apresentou a oferta de quase 60 mil novas vagas formais.

O aprofundamento da crise política, com as denúncias envolvendo o presidente Michel Temer que vieram a público ontem, coloca os destinos do País em um mar de incertezas. A começar pela permanência de Temer e, principalmente, de sua equipe econômica no poder.

A tendência é de que esses próximos dias sejam de muita turbulência também no mercado financeiro. O nervosismo deverá ficar estampado logo na abertura do mercado financeiro nesta quinta-feira, dia 18 de maio. As bolsas de valores devem desabar em função das dúvidas sobre o rumo da economia e, portanto, o desempenho das empresas que mantêm suas ações negociadas no mercado.

A propósito, após a divulgação de informações de que o presidente teria dado o aval de pagamento de propina ao senador Eduardo Cunha, os papeis de companhias brasileiras negociados no Exterior apresentaram queda ontem nas bolsas de Nova York, e de Tóquio, na madrugada desta quinta-feira.

Já o dólar, que foi vendido a R$ 3,14 no fechamento das operações de ontem, deve abrir com cotações bem acima disso. Algumas informações davam conta de que brasileiros que procuraram converter reais em moeda americana no exterior ainda ontem, tiveram de desembolsar R$ 3,30 por US$ 1,00. Isso porque o dólar é o refúgio de quem procura preservar o patrimônio em moeda forte.

Em relação ao rumo dos juros, a ser definido pelo Comitê de Política Monetário (Copom) na próxima semana, também existe uma grande interrogação. Já não dá mais para apostar nem mesmo num recuo de 1,25 ponto percentual, que levaria a Selic de 11,25% para 10% ao ano.

O momento é ainda de mais cautela na administração do orçamento, mantendo o cinto apertado em relação às despesas e evitando assumir financiamentos ou novas dívidas.  Até porque os riscos de perda de emprego voltam a ganhar força diante desse quadro de total instabilidade. Na ponta das aplicações, não é hora de inventar muito, mas de permanecer em segmentos mais conservadores como o de renda fixa, títulos e fundos. As bolsas e o dólar devem ficar sujeitos a fortes oscilações.

 

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