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há 2 dias por Regina Pitoscia

Deixar dinheiro guardado em casa? Caderneta é melhor

É bem verdade que com uma remuneração mensal de 0,37%, a caderneta de poupança não chega a entusiasmar o aplicador. Afinal para uma aplicação de R$ 1 mil, o rendimento será de R$ 3,70, para uma de R$ 10 mil, será de R$ 37,00 e para uma de R$ 100 mil, será de R$ 370,00. Ainda assim, é melhor do que deixar o dinheiro mofando em conta corrente ou embaixo do colchão.

No entanto, não deixa de ser surpreendente o que revelou uma pesquisa do Serviço de Proteção do Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas: 25% dos entrevistados guardam dinheiro em casa. Uma opção contraindicada não apenas porque o rendimento é zero, mas também pelo aspecto da segurança. Outro dado intrigante é que 18% dos participantes deixam o dinheiro parado em conta corrente, sem nenhuma remuneração.

E mesmo com as campanhas promovidas pelas corretoras para a popularização de outras aplicações como o Tesouro Direto, com aplicações em títulos do governo, a caderneta continua como líder isolada, com 60% da preferência dos investidores. Ela é também a modalidade mais conhecida de investimentos: 81% das pessoas que têm dinheiro guardado afirmaram já ter ouvido falar a seu respeito.

Na segunda posição apareceram os Títulos de Capitalização, com 48%. E isso muito provavelmente pela oferta maciça dos gerentes de bancos aos clientes, porque precisam bater suas metas, e também pela publicidade em torno do produto. Mas os Títulos de Capitalização não são propriamente uma aplicação, e sim uma mistura de sorteio associado a uma disciplina para se guardar dinheiro. Apenas os sortudos, e forem contemplados em sorteio, é que terão o dinheiro bem remunerado, já para a grande maioria o resgate pode ser inferior ao valor aplicado.

Completando o ranking de popularidade apareceram os planos de Previdência Privada, com 45%, aplicação em ações na Bolsa de Valores, com 39%, fundos de investimentos, com 33%, e o Tesouro Direto, com 24%.

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, “as escolhas de investimentos são influenciadas tanto pelo conhecimento escasso sobre as possibilidades existentes como pelo comodismo”. Ela afirma que ao manter o dinheiro em casa, o consumidor está perdendo o seu poder de compra diante da inflação, porque os preços dos produtos e serviços sobem enquanto os recursos não aplicados permanecem com o mesmo valor nominal.

A economista ressalta que quem quer priorizar a possibilidade de resgate a qualquer momento deve se contentar com uma remuneração mais baixa, mas não totalmente parado. E para os que têm um objetivo a ser alcançado no médio ou longo prazo podem optar por aplicações com liquidez menor, porque tendem a ter uma remuneração mais interessante além de ser obrigado a manter o dinheiro aplicado, sem cair na tentação de gastá-lo e se desviar de suas metas.

Prazos

Para quem sabe que vai precisar do dinheiro em questão de um ou dois meses, não há muito o que escolher, a caderneta pode ser a mais prática, por permitir resgate mensal sem perda de remuneração.

A partir de seis meses, dependendo do valor a ser aplicado, é possível encontrar opções mais rentáveis do que a caderneta. E para prazo superior a um ano, aplicações em títulos privados como CDBs e Títulos do Tesouro pagam mais do que a poupança.

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