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há 2 dias por Regina Pitoscia

Juro básico da economia cai e fica em 14% ao ano

O Comitê de Política Monetária reduziu em 0,25 ponto porcentual o juro básico da economia, a Selic. Assim, de 14,25% a taxa caiu para 14% ao ano, em linha com as expectativas da maioria dos analistas e economistas do mercado financeiro.

Esse corte da Selic, o primeiro em quatro anos, terá efeito apenas simbólico, residual, insuficiente para aliviar o bolso de quem está endividado ou precisa de crédito e terá de pagar juros nesses compromissos.

Também para quem aplica, o recuo da taxa básica terá pouco efeito sobre os investimentos de renda fixa, remunerados por taxas de juro em geral atreladas à variação da Selic.

Alterações na taxa básica costumam mexer com os juros dos mercados de crédito e de investimentos porque a Selic é considerada o juro primário da economia. E, como tal, é referência para as outras operações de financiamento e o ganho das aplicações.

Desta vez, porém, a decisão do Copom é vista mais como sinalizadora de expectativa de início do ciclo de corte dos juros, que terá continuidade nas próximas reuniões do Copom, sem grandes efeitos imediatos no mercado.

Quem precisa de crédito ou tem dívidas deve continuar pagando juros elevados e a remuneração de quem aplica em renda fixa não deve descolar dos atuais níveis.

Aplicações

Dessa forma, a redução da Selic não altera o rendimento da caderneta, que rende juro fixo de 0,50% ao mês mais a TR (Taxa Referencial). A oscilação da Selic não afeta diretamente a poupança, mas, à medida que a taxa básica for ficando menor, a TR, que é uma média dos juros e compõe a remuneração da caderneta, deverá encolher também.

Um corte maior do juro básico, previsto para as próximas reuniões do Copom, tende a reduzir o rendimento dos fundos de investimento. Principalmente dos fundos DI, que têm o rendimento atrelado à Selic, mas também dos de renda fixa.

Uma perspectiva que deve afetar ainda os títulos públicos negociados pela internet no Tesouro Direto, mas que, por exigir prazos maiores de aplicação, tendem a ser mais competitivos em rentabilidade que os fundos de investimento.

Um fator de alento comum às aplicações de renda fixa, desde a caderneta até os fundos de investimento, passando pelos títulos do Tesouro Direto, é a trajetória de queda da inflação. Essa perspectiva acena com ganho real ao aplicador mesmo com a redução nominal dos juros, na esteira da queda da Selic.

Juros do crédito

Quem está endividado ou precisa tomar um crédito na praça não terá refresco. Os juros continuarão altos em todas as modalidades de financiamento, indiferentes, em um primeiro momento, ao início do ciclo de redução da Selic acenado pelo Copom. Para quem puder, o melhor é evitar endividar-se ou, se não houver opção, escolher o crédito mais barato, como o consignado.

 

 

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