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há 2 dias por Regina Pitoscia

Dicas para equilibrar o orçamento neste início de ano

Embora as despesas de início de ano sejam já tradicionais e conhecidas, como o IPVA, o IPTU, as compras de material escolar, a fatura do cartão de crédito com os gastos das festas de fim de ano que vem um tanto carregada, pouca gente se prepara para enfrentar esse tsunami de contas. Começar o ano já recorrendo a crédito para bancar os compromissos não é um bom presságio e pode levar o consumidor a se afogar em dívidas ao longo do ano.

O planejamento financeiro é fundamental para ter controle sobre o orçamento. Está mais confortável agora quem reservou parte do dinheiro extra recebido no fim do ano para fazer frente aos pagamentos nesta virada de ano-novo.

Para que permaneça em estado de conforto financeiro, é condição necessária que não se descuide também dos gastos que certamente virão depois com Carnaval, Páscoa, Dia das Mães, dos Namorados, dos Pais, das Crianças, e assim por diante. Isso sem considerar aniversários na família e de amigos e outras festas. Vai exigir um pouco de atenção, mas o trabalho tende a compensar.

Um levantamento recente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção do Crédito (SPC Brasil) indicou   que apenas 9% dos brasileiros afirmam ter condições de pagar essas despesas sazonais de início de ano com os próprios rendimentos. E 11% disseram não ter feito nenhum planejamento para bancar as despesas.

Há um dado positivo, no entanto, no levantamento: cresceu o número de consumidores – de 21%, em 2018, para 31%, em 2019 – que juntaram  dinheiro ao longo do último ano para arcar com esses gastos. Outros 31% guardaram pelo menos parte do 13º salário para cobrir gastos, enquanto 24% decidiram abrir mão de compras de Natal para ter uma reserva financeira. A pesquisa constatou também que 19% procuraram executar  serviços extras para aumentar a renda e, dessa forma, pagar essas contas.

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, além do planejamento é preciso manter disciplina nos gastos. O ideal é que o consumidor já tenha traçado no fim do ano passado uma estratégia para pagamento das despesas, separando determinada quantia a cada mês. Ela recomenda que “quem não teve tempo ou nem pensou nisso, precisa agilizar a organização para não passar sufoco”. Até porque quem parcelou as compras de Natal em quatro ou cinco vezes estará com parte do orçamento comprometido até abril ou maio, alerta a economista.

Como pagar

E qual a melhor forma de pagar esses impostos, à vista ou parcelado? Marcela Kawauti diz que o ideal para “quem já possui uma reserva financeira é quitar de uma vez o IPTU e o IPVA, assim o consumidor se livra dessas despesas e fica com o orçamento menos pressionado nos meses seguintes”.

A especialista alerta, no entanto, que é preciso ter cuidado para não ficar  sem reserva nenhuma ao usar todo o dinheiro guardado nesses compromissos. É que, caso surjam imprevistos como desemprego ou doença, será preciso recorrer a alguma reserva, para não se endividar com empréstimos.

Para quem quiser saber se o desconto oferecido no pagamento à vista é mais vantajoso que o parcelamento, basta verificar se o abatimento  oferecido é maior que a remuneração que esse dinheiro obteria em algum aplicação de fácil resgate. Em caso afirmativo vai valer a pena pagar à vista e aceitar esse desconto.

Cada Estado ou município tem suas próprias regras de desconto. No caso do IPVA, que pode ser parcelado em até três vezes em Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas gerais, o pagamento à vista tende a ser mais vantajoso, porque o abatimento oferecido é de 3%, superando o de qualquer aplicação de renda fixa pelo prazo de três meses.

Otimismo

Em outra pesquisa da CNDL/SPC Brasil, ficou demonstrado que o brasileiro está mais confiante em relação ao cenário econômico de 2019: 72% afirmaram estar otimistas; apenas 8% acham que sua situação financeira vai piorar e 6%, que ficará igual. Entre os otimistas, as perspectivas positivas são manter o pagamento das contas em dia (69%), fazer reserva financeira (59%) e realizar algum sonho de consumo (57%). Mas nem tudo é cor de rosa. Seis em cada dez entrevistados (58%) afirmam que os efeitos da crise, como o desemprego e a baixa renda, ainda devem impactar o seu dia-a-dia.

As principais metas para as finanças este ano, de acordo com os dados da pesquisa, são juntar dinheiro (51%) e sair do vermelho (37%). Parece haver uma consciência maior sobre a importância de cuidar bem do dinheiro: 82% dos participantes afirmaram ter feito cortes no orçamento para equilíbrio das contas, principalmente em refeições fora de casa (52%), compra de itens de vestuário, calçados e acessórios (49%), itens supérfluos de supermercados (47%) e viagens (43%).

 

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