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há 2 dias por Regina Pitoscia

Dívidas, depressão, insônia? Veja como sair dessa

Não é só o bolso que sofre com as contas em atraso. As dívidas e a incapacidade em pagá-las podem ocasionar problemas emocionais e físicos, como ansiedade, angústia, alterações no apetite, dificuldades para dormir e no relacionamento pessoal.

A constatação é da pesquisa nacional realizada apenas com consumidores que têm contas em atraso há mais de 90 dias pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

De acordo com o levantamento, 66% dos inadimplentes se sentem deprimidos, tristes e desanimados por estarem devendo e 17% deles reconhecem que por não conseguirem pagar as contas, passaram a descontar a ansiedade em algum vício, como cigarro, comida ou álcool, sobretudo as pessoas das classes C, D e E.

A pesquisa revela que seis em cada dez pessoas com dívida em atraso admitem que ficaram com a autoestima mais baixa. Outros sentimentos identificados foram a insegurança em não conseguir pagar as dívidas, angústia, ansiedade e estresse. Quatro em cada dez inadimplentes sentem-se envergonhados perante a família e amigos por estarem nessa situação e quase metade demonstra um alto grau de preocupação com as dívidas.

Da mesma forma, o humor de boa parte dos entrevistados é alterado provocando abalos na vida social. Os principais efeitos incluem ficar facilmente irritado ou mal-humorado, além de ter menos vontade de sair e socializar com outras pessoas.

A situação de alto endividamento, geralmente, está relacionada à falta de autocontrole na hora de consumir e de planejamento financeiro. Quatro em cada dez consumidores inadimplentes têm o hábito de fazer compras por impulso, sobretudo as mulheres.

Saia dessa

Quem estiver numa situação, com problemas de saúde por causa das dívidas, deve buscar ajuda com médicos, psicólogos, etc. E para sair do atoleiro financeiro, o melhor caminho é procurar o credor e renegociar a dívida. Antes de negociar, no entanto, o consumidor deve fazer um diagnóstico financeiro para descobrir o destino de cada centavo do dinheiro gasto no mês. É muito provável que os gastos estejam bem superiores aos ganhos, daí da importância de retomar o controle absoluto do dinheiro que entra e do dinheiro que sai.

 

Somente após alcançar o equilíbrio financeiro e obter uma sobra é que deve ser proposto um acordo de pagamento ao credor, mas que caiba no orçamento mensal. O endividado deve pagar o débito negociado dentro do prazo e, se possível, adiantar o pagamento dos valores, eliminando as dívidas o mais rapidamente possível. Qualquer deslize pode ser fatal, fazendo com que o consumidor volte a ser inadimplente.

 

 

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