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há 2 dias por Regina Pitoscia

Dólar subiu 1,92%, o melhor resultado em maio

A crise política, agravada pela delação de executivos da JBS, afetou o desempenho das aplicações no mercado de investimentos. O aumento das incertezas favoreceu a alta do dólar, que, com valorização de 1,92%, ficou no topo das aplicações mais rentáveis de maio. Pressionada por vendas, a bolsa de valores seguiu rumo inverso ao do dólar e desvalorizou-se 4,12%.

Ameaça política

As denúncias dos donos do frigorífico JBS atingiu cheio o Palácio do Planalto e colocou em dúvida a permanência de Michel Temer na Presidência da República.  E, na esteira de sua eventual saída, a continuidade da equipe econômica e do principal projeto do governo, o de reequilibrar as contas públicas com a aprovação das reformas previdenciária e trabalhista que tramitam no Congresso.

O temor do mercado financeiro é que, enfraquecido pela crise e com base de apoio político diluída, o governo Temer enfrente maior resistência para levar adiante as reformas. Sem elas, dólar e ações não escapariam a ajustes, avaliam analistas, já que os atuais níveis de preço embutem a expectativa de seguimento das reformas – o comportamento negativo recente desses segmentos poderia sinalizar certo pessimismo.

Renda variável

O dólar sobe pela procura de quem vê na moeda americana uma proteção para o dinheiro diante do recrudescimento das incertezas. Já a bolsa de valores cai com as vendas de quem comprou ações apostando na retomada do crescimento econômico, puxado pela aprovação das reformas, e está desapontado com a falta de perspectivas alentadoras.

Especialistas em investimento não arriscam prognósticos para dólar e ações enquanto não clarear o cenário político e, com ele, o rumo das reformas econômicas no Congresso.

Cenários desenhados pelos técnicos da área econômica do governo na hipótese de não aprovação das reformas projetam que o dólar pode chegar a R$ 3,60 e a bolsa de valores recuar para 55 mil pontos, em vez dos 70 mil estimados para o fim do ano – o dólar fechou maio acomodado em R$ 3,24 e a Bolsa de Valores de São Paulo encerrou o mês com o Índice Bovespa (Ibovespa) equilibrado em 62.711,47 pontos.

Renda fixa

O mercado de renda fixa seguiu sua toada, em meio ao ciclo de redução das taxas de juro comandado pelo Banco Central, menos influenciado pelas turbulências políticas. Os juros de curto prazo, que afetam as aplicações financeiras, têm passado por reduções graduais.

O rendimento das aplicações de renda fixa ocupou em maio, mais uma vez, a faixa intermediária no ranking de investimentos. Os fundos DI renderam em média entre 0,85% e 1,00% bruto, pelos cálculos do administrador de investimentos Fabio Colombo. Os fundos de renda fixa, mais sensíveis à oscilação dos juros futuros, que estiveram inclinados à alta, renderam pouco menos, ao redor de 0,75% a 0,90% bruto, em média.

A expectativa é que, mesmo após o desconto do imposto de renda e da taxa de administração, o rendimento da maioria desses fundos supere o da caderneta em maio. A poupança que tem crédito do rendimento em 1º de junho rende 0,58%.

E a inflação?

Técnicos da área econômica projetam que eventual paralisia das reformas poderia fazer a inflação acumulada em 2017 voltar a 4,50%, em vez dos 3,90% previstos, e a taxa básica de juros, Selic, estacionar em 9,50%, um ponto porcentual acima da de 8,50% estimada no momento.

 

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