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há 2 dias por Regina Pitoscia

É possível ganhar mais do que 4,55% pagos pela caderneta. Confira

Na próxima semana, mais precisamente no dia 6 de fevereiro, o Comitê de Política Monetária (Copom), define o nível do juro básico da economia, a Selic, para o próximo período de cerca de 45 dias. Há fortes razões para uma previsão de que a taxa seja mantida no atual nível de 6,50% ao ano, ou 0,53% ao mês. A principal delas é o bom comportamento da inflação, que não exigiria da autoridade monetária um ajuste dos juros para cima.

A definição interessa diretamente ao aplicador que elegeu a caderneta de poupança como o seu porto seguro para manter o seu dinheiro, longe das oscilações de cotação do dólar ou das ações. E nada menos do que 70% dos brasileiros que aplicam estão ancorados nesse segmento do mercado financeiro.

O rendimento da poupança é calibrado pelos juros, porque corresponde atualmente a 70% da Selic, para contas abertas a partir do dia 3 de maio de 2012. As que foram abertas antes dessa data têm a garantia de 0,5% de juros a cada mês.

Se o juro básico for mantido em 6,50% ao ano, a caderneta vai continuar pagando um rendimento de 0,3715% ao mês ou 4,55% ao ano. Pode parecer raquítico em termos nominais, resta saber se a inflação ficará abaixo desses níveis, permitindo a preservação do patrimônio do investidor e até proporcionando algum ganho real.

O levantamento prévio da inflação mostra um avanço de 0,3% para o IPCA de janeiro.  Se a evolução dos preços for confirmada nesses níveis, a rentabilidade da caderneta estaria, então, proporcionando essa proteção e também o ganho acima da inflação.

O investidor insatisfeito com esse retorno tem a possibilidade de obter uma remuneração mais gorda. Seja empregando o dinheiro por prazos mais dilatados, seja assumindo riscos na renda variável.

Quem é avesso a riscos e não arreda pé da renda fixa poderá ganhar mais em aplicações de prazo mais longo, em títulos de renda fixa, públicos ou privados.

Rendimento mais alto

Na plataforma da Rico Corretora, na última sexta-feira, o investidor conseguiria aplicar em papeis do governo ou em títulos de bancos e financeiras com a perspectiva de obter uma rentabilidade mais alta do que a caderneta, para prazos a partir de um ano.

Por exemplo, enquanto a caderneta pagaria um rendimento de 4,55% para o período de 12 meses, um CDB do Banco BS2 acena com uma remuneração de 5,88%, e uma Letra de Câmbio da Sorocred CFI, de 5,94%.

Quanto maior o prazo, maior a diferença. Para aplicações de 2 anos, o retorno da caderneta será de 9,31%, mas uma Letra de Câmbio da Nu Financeira, oferecido pela mesma plataforma, vai render 12,88%, um CDB do Banco Original, 12,95%.

Para dois anos, o rendimento também é mais atraente nos papeis emitidos pelo governo, por meio do Tesouro Direto. Um Tesouro IPCA 2024 vai render 13,33%, e um Prefixado 2025, 14,54%, bem superiores aos 9,31% da poupança.

Para um período mais elástico a distância entre o retorno obtido pelo aplicador também aumenta. Em três anos, o rendimento da caderneta seria de 14,28%, enquanto no IPCA 2024, de 21,18%, e no Prefixado 2025, de 23,17%.

São diferenças que não podem nem devem ser ignoradas por quem pretende fazer uma boa administração de suas finanças.  Ao identificar valores que poderão ser esquecidos na aplicação por esses prazos, não deve haver dúvidas em buscar a melhor rentabilidade na renda fixa. Já os recursos que deverão ser usados em prazos mais curtos, a cada mês, podem ficar na caderneta.

E os riscos?

Mesmo quem prefere a segurança da renda fixa deve admitir a possibilidade de destinar pelo menos uma parte das aplicações para segmentos de ações, que vem batendo recordes de valorização.

Ao escolher o papel de uma empresa sólida, com perspectivas de crescimento, o investidor pode ver a cotação do papel pode até sofrer com oscilações de curto prazo da Bolsa de Valores, mas no longo prazo tende a obter um bom retorno.

O dólar também pode ser uma opção para uma parcela dos investimentos, mas a título de proteção, principalmente, diante de impasses para as reformas econômicas no País.

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