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há 2 dias por Regina Pitoscia

A educação financeira tem de começar dentro de casa

Em algumas famílias o aprendizado é que o dinheiro serve para guardar. Em outras, que é para gastar. Não existe o certo e o errado, as duas coisas são importantes na vida e devem ser equilibradas, de modo a concretizar os sonhos e permitir a formação de poupança para imprevistos e realização de projetos.

Muito provavelmente, filhos de pais que gastam mais do que ganham podem se tornar adultos com dificuldades para controlar as suas contas. Ao contrário, crianças de famílias muitos preocupadas em guardar dinheiro podem tornar-se pessoas que não abrem mão de aproveitar mais a vida em função de formar uma poupança.

Esses dois conceitos podem e devem ser discutidos abertamente pela família, proporcionando a todos a possibilidade de compartilhar seus planos e desejos. O ideal é que as conversas sobre dinheiro aconteçam sempre. Tanto em épocas de aperto financeiro para que as rotas sejam corrigidas e as finanças reequilibradas. Como também em momentos de situação financeira confortável, quando há oportunidade de definir metas a serem alcançadas.

A mesada

Uma das formas eficientes de repartir o dinheiro entre os participantes da família é adotando a prática da mesada. Um valor pré-determinado destinado a cada um gastar de acordo com as necessidades e aspirações.

Há pelo menos, quatro aspectos positivos nesse sistema de mesada, como permitir a cada participante a realização de alguns desejos, evitar desentendimentos e frustrações, impedir o descontrole do orçamento e levar os pequenos à iniciação no controle do dinheiro.

Assim, junto com a mesada devem vir também os conceitos de planejamento dos objetivos. Como realizar o sonho. Definir quanto dinheiro é preciso para a compra de algo cobiçado, quanto será preciso economizar por mês, por quanto tempo, que despesas previstas na mesada podem ser cortadas.

Adotar o sistema de mesada entre o casal também pode ser eficiente para a harmonia na família. Um gastar mais do que o outro e em coisas diferentes podem gerar queixas e atritos. Se o jogo for combinado com antecedência e houver uma divisão de quanto cabe a cada um para gastar livremente, a situação tende a ser mais controlada e tranquila. O aprendizado não é exclusivo para as crianças, mas é útil para qualquer um, em qualquer idade.

Sem culpa

Os pais não devem se sentir culpados quando não conseguem realizar os sonhos dos filhos. Incentivá-los a conquistar o que desejam é uma maneira de educá-los a lidar com expectativas e a lutar pelos próprios objetivos.

Pais que cedem a todos os desejos dos filhos correm o risco de impedir o desenvolvimento de uma atitude fundamental para a vida, que é a garra para superar desafios.  No dia a dia, isso pode ser colocado em prática em atividades muito simples.

Por exemplo, ao ir às compras convém chamar as crianças para prepararem juntos a lista do que precisa ser adquirido. É importante que aprendam que os gastos precisam ser planejados. Vale também planejar atividades como almoços e férias. Passear no shopping pode ser um programa legal, desde que não incentive o hábito do consumo excessivo.

O risco é que, na cabeça da criança, comprar vire sinônimo de lazer e afeto. Bom mesmo é dedicar aos filhos tempo e atenção. Ler histórias, brincar, passear no parque, cozinhar juntos, cultivar um jardim, uma horta. Esse tipo de ocupação passa mensagens de afeto indispensáveis para o desenvolvimento saudável da criança.

 

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