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há 2 dias por Regina Pitoscia

Endividamento cresce em valor e mais entre idosos

A inadimplência é assunto sério. Tira o sono de muita gente, uma pressão que pode provocar problemas de saúde. Mas, infelizmente, os números de devedores em atraso vêm crescendo, assim como o total devido, especialmente entre as pessoas mais velhas.

Em média, os brasileiros inadimplentes, que não conseguem pagar seus compromissos em dia, estão devendo mais que três salários mínimos, e o que mais ajudou a engrossar o nível de endividamento em maio foram as contas de água e luz. Isso ficou estampado na recente pesquisa feita pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Em maio, a dívida média ficou em R$ 3.239,48, somando todas as pendências no nome do consumidor, sendo que cada negativado tem em geral duas dívidas em aberto. Segundo os pesquisadores, esse valor é 41% maior que a renda mensal nacional, de R$ 2.291, pelos parâmetros do IBGE.

Embora a soma das dívidas seja elevada, o levantamento mostra que uma parcela relevante dos participantes deve quantias que não chegam a quatro dígitos. Em cada dez consumidores que estão com o CPF na lista de inadimplentes, quatro devem até R$ 500,00. Um total de 20% deles deve entre R$ 1 mil e R$ 2,5 mil, e 16% entre R$ 2,5 e R$ 7,5 mil. Já as dívidas acima de R$ 7,5 mil são preocupação para 10% das pessoas que estão com o nome sujo na praça.

Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior, os números refletem o atual quadro de dificuldades econômicas, de alto nível de desemprego e renda comprimida. “A conjuntura ainda é desfavorável, pois a economia tem enfrentado dificuldades para reagir de forma mais firme para sair da crise.” Isso sem falar que “as expectativas que eram positivas há meses atrás estão sendo revisadas seguidamente para baixo, o que afeta a confiança de consumidores e empresários”.

Mas além do pano de fundo de problemas econômicos, Roque ressalta que às vezes “o descuido dos consumidores com as finanças leva à situação de descontrole e ao consequente atraso das contas”.

Avanço e mapa das dívidas

Em maio houve um aumento no número de consumidores com contas em atraso e restrições ao CPF de 2,3% em relação a abril. E é na região Sudeste que o nível de endividamento mais cresce, com alta de 3,83%, em contraposição à região Nordeste que registrou uma variação de 0,53%.

É a população mais idosa que vem apresentando mais dificuldades em cumprir com seus compromissos: a elevação da inadimplência entre os que tem entre 65 e 84 anos foi de 9,16%. Em seguida, aparecem os entrevistados entre 50 e 64 anos, com alta de 4,92%; e os com idade entre 40 e 49 anos, com avanço de 3,55%.

O levantamento revela ainda que embora mais da metade das dívidas pendentes, ou 53%, sejam ligadas a banco ou instituição financeira, o crescimento da inadimplência em maio esteve relacionado com as contas básicas, como de água e luz, que registraram um crescimento de 27,2%.

Já as dívidas bancárias, que contemplam pendências com cartão de crédito, cheque especial, financiamentos e empréstimos cresceram bem menos, 1,3%. Enquanto a falta de pagamento de compromissos contraídos pelo crediário teve queda de 5,1%, assim como as contas com telefonia e TV por assinatura, que caíram 22,1%.

 

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