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há 2 dias por Regina Pitoscia

Evite a extravagância financeira no Dia das Mães

Mais um ano em que o Dia das Mães deve ser comemorado com consciência financeira. A situação ainda exige cautela com o dinheiro, o nível de desemprego voltou a crescer e os sinais de recuperação da economia ainda não convencem.

Pesquisas diferentes mostram que o brasileiro tem a intenção de presentear a mãe, algo em torno de 70% dos entrevistados, mas com lembrancinhas, com valores perto de R$ 100. Esse é o principal cenário, que mostra aprendizados no consumo, com anos seguidos de crise.

É muito pequena a parcela dos que vão gastar mais de R$ 300 com o presente (5%), mostra o levantamento feito pelo aplicativo de finanças GuiaBolso, com 840 pessoas. A preferência ainda recai sobre roupas e sapatos, apontados por 40% dos participantes, seguidos por perfume e maquiagem, com 23%.

O que preocupa, no entanto, é outro dado apurado na pesquisa feita pelo Serviço de Proteção do Crédito, SPC Brasil, em parceria com a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas: 36% dos consumidores que estão com contas estouradas e pagamentos em atraso, mesmo assim pretendem comprar algum presente.

Fatores positivos dizem respeito ao fato de que 80% dos entrevistados afirmaram que vão pesquisar preços antes da compra e 77% que querem pagar à vista – 53% com dinheiro, e 24% com o cartão de crédito. Além disso, quase a metade pretende adquirir o presente logo no início do mês e apenas 12% consideram que vão deixar a compra para às vésperas da data.

Dicas

A SCPC Boa Vista, outra empresa de proteção do crédito, preparou dicas que podem ser úteis para o consumidor nesse momento de definição, quando e conde comprar o presente das mães.

Não se discute o mérito da mãe em receber aquilo que gosta na data reservada a ela, mas a compra não pode impactar o orçamento doméstico. Isso porque adquirir algo que não pode ser pago depois vai afetar a vida de toda a família. E isso ninguém quer, afinal, a data é de festa e não para trazer problemas.

Portanto, antes de ir às compras, é fundamental verificar o orçamento e qual a disponibilidade de recursos. Se o saldo não for suficiente para a compra à vista, calcule em quantas vezes o presente pode ser parcelado, sem que a prestação comprometa o pagamento de outros compromissos nos meses seguintes. Ou, melhor ainda, escolha algo que possa ser adquirido com o que você tem.

Se a opção for pela compra parcelada, saiba antes se há alguma pendência no CPF, o que pode ser feito gratuitamente no portal do Consumidor Positivo www.consumidorpositivo.com.br/consulta-cpf-gratis. Se o nome estiver negativado a compra pode ser recusada.

A pesquisa de preços do produto pretendido também é imprescindível para quem valoriza o dinheiro. Em épocas de grande apelo comercial, as diferenças são expressivas.

Em casos de compras on-line, é necessário ter outros cuidados. A primeira coisa a checar é se a empresa em questão realmente existe. Não faltam no mercado golpistas que criam lojas virtuais nessas épocas de grandes vendas. Para conferir a idoneidade, procure pelas informações do seu CNPJ, endereço, telefone e email no próprio site. Entre no site do Procon-SP e verifique se a loja estão, ou não, da lista “Evite esses sites”. A compra nessas lojas é certeza de frustração e prejuízo.

Se a loja for conhecida, digite o endereço do site em seu computador, porque copiar o endereço pode levar para estabelecimentos falsos, criados por golpistas. O consumidor tem a sensação de estar comprando da loja oficial, mas o dinheiro será desviado aos fraudadores. Para ter mais segurança, prefira pagar com o cartão de crédito, porque em casos de problemas é possível entrar em contato com a administradora do cartão para cancelamento da despesa. E não deixe de imprimir as páginas da compra, inclusive as que detalham o produto, com preço, prazo de entrega, e confirmam a efetivação da compra.

Em caso de troca do presente, é preciso saber que o comerciante não é obrigado a trocar o produto se não houver defeito. Se a loja oferecer essa possibilidade, procure ter a promessa por escrito na nota fiscal. Já se houver algum defeito, a troca poderá ser feita em até 30 dias. E o direito de pedir o dinheiro de volta ou exigir a troca por outro produto só poderá ser usado se a empresa não providenciar o reparo no prazo de um mês. E nas compras on-line, o consumidor tem garantido o direito de arrependimento. Por ele, é possível devolver o produto, com defeito ou não, no prazo de sete dias após o recebimento.

 

 

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