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há 2 dias por Regina Pitoscia

Fundos de investimentos podem perder da caderneta. Confira

A queda dos juros para níveis ainda mais baixos, com a perspectiva de que essa trajetória seja mantida, fez aflorar e trouxe ao questionamento novamente um dos itens do custo de quem aplica em fundos de investimento: a cobrança de taxa de administração. O novo cenário escancara e torna perceptível a perda de rentabilidade com essa despesa cobrada do aplicador.

Em épocas de juros altos, como a que o mercado financeiro conviveu por anos a fio, essa taxa imposta para pegar o dinheiro do aplicador e comprar os papeis e formar o fundo poderia passar sem ser notada, até porque era diluída diariamente do valor da cota. No entanto, com uma Selic em 5,50% ao ano e queda na remuneração na renda fixa que é a base da carteira dos fundos, o retorno ao investidor final tende a cair drasticamente, evidenciando qualquer beliscada de taxas ou impostos.

Pelas projeções do próprio mercado, todo fundo que cobrar uma taxa de administração acima de 1% ao ano estará fadado a pagar uma rentabilidade abaixo da caderneta de poupança (atualmente em 0,32% ao mês ou 3,85% ao ano), para aplicações de prazos mais curtos.

A taxa de administração varia de fundo para fundo, de banco para banco e como explica o administrador de investimentos Fábio Colombo também de acordo com o volume de dinheiro a ser aplicado. Quanto maior esse volume, menor a taxa. Por isso, essa deve ser uma preocupação constante do investidor que pretende aplicar em fundos, DI ou de renda fixa, daqui para frente. “A pessoa tem de ir ao banco, pesquisar, ver o volume que tem para aplicar. Se tiver disponibilidade pequena, abaixo de R$ 20 mil, é melhor ficar na poupança, porque não tem taxa de administração.”

Outra recomendação do administrador é evitar mexer no dinheiro em prazos mais curtos para não ter desconto mais alto do imposto de renda. Quem sacar em prazos a partir de dois anos, por exemplo, terá um imposto de 15%, já quem sacar em seis meses recebe a facada de 22,5%.

A Associação Nacional do Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade, a Anefac, também fez simulações à luz dos juros mais baixos e taxas de administração cobradas pelos fundos de investimento. A conclusão foi que os fundos vão conseguir ganhar da caderneta quando suas taxas forem de até 1% ao ano, ou quando o prazo de resgate for superior a dois anos e a taxa for de até 1,5% ao ano.

Há empate de desempenho entre a rentabilidade dos fundos e da caderneta quando a taxa de administração for de 1% e o resgate feito em até seis meses, ou quando a taxa for 1,5% e o resgate acontecer depois de dois anos da aplicação.

Ao investidor cabe, então, ficar de olho nessa taxa que lhe é cobrada e não ter dúvidas em encontrar outras opções para não ser prejudicado. A propósito, essa é uma das formas de levar os bancos que administram esses fundos a rever as taxas cobradas.

 

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