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há 2 dias por Regina Pitoscia

Investimentos que prometem decolar com a reforma da previdência

Existe uma avaliação consensual, entre analistas e especialistas, de que a   bolsa de valores é e será a bola da vez no mercado de investimentos com a aprovação de mudanças no sistema de aposentadoria.

A votação final da reforma previdenciária está prevista para meados do segundo semestre. Por enquanto, ela foi aprovada em primeiro turno na Câmara e passará por nova votação pelos deputados, antes de seguir para votação, também em dois turnos, no Senado.

O avanço da reforma no Congresso, uma sinalização de que o País não vai quebrar, deu novo ânimo a investidores e ao mercado financeiro

De cinco opções de investimento mais promissoras indicadas pela corretora Easynvest na quinta-feira, dia seguinte à aprovação do texto-base da proposta de reforma no plenário da Câmara, quatro – ações, fundo de ações, fundo multimercado e fundo de índices (ETF) – estão ligadas direta ou indiretamente à bolsa de valores. Apenas uma, o fundo imobiliário, está relacionada ao segmento de imóveis.

Como ponto comum, todas as opções de investimento se beneficiam da confiança que a reforma da Previdência cria, do ponto de vista de expectativas de agentes e investidores, para a retomada do crescimento em um cenário de juros ainda mais baixos.

Para especialistas da Easynvest, com a perspectiva de novo cenário chegou a hora de remodelar a carteira de investimentos, privilegiando as opções que tendem a se beneficiar da aprovação da reforma. O investidor que não quer perder as boas oportunidades precisa correr para posicionar sua carteira de investimentos em busca de melhor rentabilidade.

“Com a aprovação considerada certa por boa parte do mercado, a bolsa está subindo, os juros e o dólar caindo. Apesar da alta recente da bolsa, a expectativa é que sejam criadas condições para que o mercado e a economia brasileira passem a crescer de forma mais sustentável, o que pode fazer com que o mercado de renda variável se valorize nos próximos anos”, avalia Fabio Macedo, diretor comercial da Easynvest.

Alinhada com essa corrente otimista e, “para dar aquela ajudinha” na escolha do investidor, a corretora  fez um levantamento dos cinco investimentos promissores para os próximos anos. Confira.

Ações

Títulos que representam um pedaço de uma empresa que o investidor pode comprar ou vender na bolsa de valores. Quem compra ação se torna sócio (acionista) da empresa que emitiu o papel e passa a participar dos lucros dela. O valor de compra e de venda das ações é determinado pelos acionistas, que estabelecem quanto desejam pagar ou receber por elas. Mas a valorização de preço do papel no mercado depende da gestão da companhia e das condições gerais da economia.

Diante das expectativas positivas, quem diversificar sua carteira de investimentos com ações teria a oportunidade de ser acionista de empresas e lucrar com os papeis. Ao investir, a dica é obter o máximo de informações sobre a empresa, estudar o desempenho da ação nos últimos meses e estar preparado para possíveis instabilidades do mercado.

Por ser renda variável, o risco do investimento em bolsa de valores é elevado, por causa do sobe-e-desce do mercado. O investidor ganha com a valorização, mas pode perder com a queda da cotação dos papeis.

Fundos de ações

São fundos de investimento que têm a maior parte da carteira formada por ações. São três tipos de fundo de ações mais comuns: long only (aposta na valorização das ações da carteira), long and short (aposta na valorização de alguns papeis e na desvalorização de outros) e long biased (ganha com a combinação dos dois outros fundos).

O fundo de ações é uma opção para quem quer estrear na bolsa de valores, mas não dispõe de tempo nem de conhecimento para participar da negociação de papeis no pregão. O fundo tem um gestor especializado que faz isso por ele e toma decisões estratégicas em busca de maior e melhor rentabilidade.

A aplicação em bolsa de valores via fundos é indicada para quem não se sente seguro para atuar sozinho e por conta própria no mercado de ações. Alguns cuidados e avaliações são necessários, como a análise do histórico do gestor do fundo, do custo-benefício da taxa de administração e o desempenho de cada fundo de ações.

O risco da aplicação é elevado, porque o desempenho vai depender das oscilações das ações que formam a carteira no mercado.

Fundos multimercados

Esses fundos funcionam como uma espécie de coringa na carteira do investidor, ao fazer uma ponte entre os mercados de renda fixa, renda variável e câmbio. Administrados por um gestor profissional e diferentes de outras classes de fundos, os multimercados têm versatilidade e dão ampla liberdade ao gestor para a compra de diversos tipos de ativos e aproveitar as oportunidades no mercado decorrentes da valorização ou desvalorização de juros, moedas e renda variável, como ações.

O investidor tem no fundo multimercado ótima opção para a diversificação da carteira de investimentos de médio e longo prazo. Embora com maior volatilidade, o produto proporciona em geral rentabilidade superior à da renda fixa tradicional.

Antes de escolher um fundo multimercado, é importante que o investidor leia com atenção o regulamento de cada fundo para conferir e entender em que mercados o fundo atua e seu histórico de rentabilidade.

É uma modalidade de fundo que pode atender a diversos perfis de investidores, com opções de baixo, médio e alto risco, dependendo da característica do fundo. Importante também é o investidor avaliar os gestores e a consistência do histórico de rentabilidade. O risco do fundo pode ser baixo, médio ou alto, de acordo com a composição da carteira.

Fundo de índices – ETF

Os Exchange Traded Funds (ou ETF, pela sigla em inglês) ou, ainda, fundos de índices são formados por ações de diversas empresas que acompanham o movimento dos principais índices da bolsa de valores.

Quem aplica nesse fundo compra e vende suas cotas como se fossem ações, com a facilidade de comprar, de uma única vez e em uma só tacada, uma cesta de papeis de diversas empresas.

Ao adquirir cotas de determinado ETF, o investidor se torna possuidor de todas as ações que compõem o índice a ele relacionado, sem ter de comprar separadamente os papeis de cada uma das empresas. Além de forma prática de aplicar em ações, o produto gera uma economia com taxas de corretagem e diversificação de investimento em cima de papeis de várias empresas.

A rentabilidade do fundo de índices dependerá de sua composição. Se as expectativas positivas de crescimento se materializarem, os ETFs poderão proporcionar rentabilidade bastante atraente.

O risco é o das demais aplicações ancoradas em ações, relacionado às oscilações comuns do mercado.

Fundo de investimento imobiliário (FII)

São fundos que investem em empreendimentos imobiliários, como shoppings, hospitais e prédios comerciais, dentre outros. A aplicação é feita por meio de cotas, cujo comprador se torna sócio dos principais empreendimentos imobiliários do País.

As construtoras vendem parte do imóvel em forma de cotas que dá ao comprador, o dono da cota, o direito ao recebimento de valor proporcional dos alugueis, fonte de rendimento do fundo imobiliário. Além dessa remuneração, o investidor pode ganhar com a valorização das cotas, ao vendê-las por um preço mais elevado que o de compra.

A expectativa de retomada do mercado imobiliário, à medida que os juros ficam mais baixos, aumentou a procura dos investidores pelos FII, vistos como opção de diversificação de investimentos, com baixo custo inicial. O pagamento de juros mensais também atrai os investidores.

Embora o rendimento venha dos alugueis de empreendimentos, o investimento embute certo risco que o cotista pode diluir com bom conhecimento sobre as características do fundo e do produto em que está investindo.

Analistas do setor notam que a atividade no mercado imobiliário está em gradual aquecimento e alguns fundos estão com ativos subvalorizados. Seria uma indicação de que quem posicionar-se nesses fundos agora estará saindo na frente.

A expectativa é de oferta também de novos fundos imobiliários, já que a sinalização positiva para o próximo ano tem movimentado o mercado, com instituições e gestores estruturando novos produtos imobiliários.

De acordo com dados da Easynvest, a rentabilidade média dos fundos imobiliários está rodando entre 0,8% e 1,0% ao mês líquido, já que a aplicação é isenta de imposto de renda para pessoa física.

O risco da aplicação está ligada às oscilações do mercado, mas, segundo especialistas, o investidor que fizer boa seleção e escolha dos fundos poderá ser beneficiado com renda periódica e baixa volatilidade.

Renda fixa

As perspectivas na renda variável seduzem, mas quem tem perfil mais conservador e não tem apetite ao risco não deve forçar a barra. Deve permanecer na renda fixa de olho em possíveis opções. “Títulos de crédito privado, como CDB e letras de crédito, tendem a ter uma boa entrada no mercado a partir de investimentos no Brasil”, acredita Macedo. “O mais importante nesse momento é conhecer seu perfil de investidor e ter clareza do seu planejamento financeiro para fazer a escolha mais adequada e garantir a melhor rentabilidade.”

 

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