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há 2 dias por Regina Pitoscia

Já pensou em buscar trabalhos extra para equilibrar o orçamento?

Quando as contas não fecham no fim de cada mês, não há saídas mirabolantes ou mágicas, o jeito é cortar as despesas, ou aumentar as receitas, ou adotar essas duas providências juntas. Esse pode ter sido um dos principais aprendizados na travessia desses anos de recessão e aperto financeiro.

Em relação a trabalhos extras, para aumentar a entrada de dinheiro, não há como escapar das ideias em montar um pequeno negócio, como preparar doces ou salgados para vender para a vizinhança, colegas do trabalho ou escola, produzir algumas peças de artesanato, e por aí vai. Na verdade, há uma variedade de opções, a começar dentro do próprio emprego com atividades para plantões ou horas extras.

Mas há quem seja mais arrojado e se aventure por novas atividades, descobrindo potenciais e talentos até então desconhecidos. Segundo especialistas, o ideal é o interessado pensar em algo com o qual tenha afinidades ou goste. Isso conta pontos e é um bom caminho andado para o sucesso da empreitada.

Dar aulas particulares dentro de temas de domínio como reforço escolar ou para quem está se preparando para prestar concursos. Cuidar de crianças ou de idoso, desde que tenha temperamento e perfil para isso. Tomar conta de jardim, executar serviços de reparos domésticos, serviços de reparos em computador, desde que tenha alguma habilidade para cada uma dessas atividades. Quem tem intimidade com uma máquina de costura ou com bordados pode considerar a possibilidade de fazer reparos ou produzir ou personalizar peças de roupas.

A revenda de produtos pode ser outra saída. Nesse caso, vale a pena verificar a possibilidade de ter os produtos em consignação, quer dizer, você combina um prazo com o fornecedor para tentar vender os produtos e, caso não consiga, terá apenas de devolvê-los. Assim, não precisará desembolsar nenhum centavo para começar a ganhar e pagar o fornecedor. Pense em objetos mais práticos para transportar, como bijuterias, roupas, cosméticos.

Na esteira da internet novas opções foram criadas, como ter uma loja virtual para a venda de produtos, sejam nacionais ou importados. Ou criar um blog com assuntos temáticos e especializados.

Acertando as contas

Dados de uma pesquisa recente do Serviço de Proteção do Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas mostraram que no primeiro semestre deste ano cresceu o número de pessoas que buscaram trabalhos extras, em relação ao mesmo período do ano passado: de 57% subiu para 64% o total de consumidores que recorreram a “bicos” para a complementação de renda. O porcentual é ainda mais alto para entrevistados de renda mais baixa, de 70%.

Mesmo que tecnicamente o país tenha superado a recessão econômica, porque vem apresentando números positivos de crescimento, as consequências ainda pesam no orçamento do brasileiro. Em cada 10 consumidores, 5 acreditam que as condições gerais da economia pioraram nos seis primeiros meses deste ano.

“O momento mais crítico da crise ficou para trás, mas isso não significa que a vida das pessoas tenha melhorado substancialmente”, afirma a economista-chefe do SPC-Brasil, Marcela Kawauti. “A renda das famílias segue achatada e o consumo melhora a passos lentos, porque o desemprego segue alto e a confiança abalada”, analisa ela.

Corte de despesas

A tentativa de equilibrar o orçamento também vem pela ponta de redução de despesas. Nada menos que 83% dos participantes da pesquisa afirmaram ter feito cortes nos gastos. Desse universo, 61% cortaram ou reduziram refeições fora de casa, comportamento que apareceu em maior número entre os consumidores de renda mais alta, com 74% das citações.

Outros cortes comuns no período mencionados foram os de roupas, calçados e acessórios (57%), itens que não são de primeira necessidade em supermercados, como carnes nobres, congelados, iogurtes e bebidas (55%) e gastos com lazer, como cinema e teatro.

Vale destacar que entre os participantes, 30% disseram ter vendido algum bem para conseguir um dinheiro extra.

De modo geral, 77% dos brasileiros declararam ainda não sentir os efeitos da melhora da economia no seu dia a dia, seja nos preços de bens e serviços, juros, emprego ou consumo.

Quando questionados sobre o futuro da economia, 39% consideram que a situação será melhor no segundo semestre, enquanto 29% acham que continuará a mesma, e 15% esperam por uma piora das condições. Levando em conta um dos principais acontecimentos deste ano, 51% dos entrevistados acreditam que as eleições presidenciais vão interferir de algum modo no andamento da economia, 27% pensam que não, e 23% não sabem dizer.

 

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