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há 2 dias por Regina Pitoscia

Juro do rotativo do cartão vai despencar

A partir do dia 3 de abril entram em vigor as novas condições para o pagamento da dívida do cartão de crédito pelo rotativo. E as taxas já anunciadas pelos maiores bancos do País simplesmente vão despencar. De um nível atual superior a 600% ao ano, elas devem ficar no máximo perto de 200% ao ano.

Esse corte dos juros faz parte das mudanças anunciadas pelo Banco Central em janeiro deste ano para o financiamento do saldo devedor do cartão pelo crédito rotativo.  Aquele em que o consumidor, quando não tem dinheiro para bancar o total da fatura na data do vencimento, paga o mínimo exigido por lei, que é 15% da dívida, joga o restante para o mês seguinte e vai abatendo a dívida como pode. O problema é que os juros cobrados sobre esse saldo devedor esfolam o bolso de qualquer um, dificultando sobremaneira sua redução e liquidação.

Para interromper e acabar com essa ciranda de juros altos e dívida crescente, praticamente sem fim, a partir do dia 3 de abril o portador do cartão poderá administrar seu saldo dessa forma, pagando sempre a parcela mínima de 15% todo mês, somente por um período de 30 dias. A partir daí, será obrigado a renegociar o compromisso dentro de outras bases: prazos previamente definidos com o banco, prestações fixas e os juros serão mais baixos. A prestação tende a ser menor, mas em compensação o consumidor terá de se programar para desembolsar essa prestação que já foi combinada com o credor. Acaba a história de pagamento mínimo sobre esse total que foi renegociado.

O corte dos juros no Itaú

No Banco Itaú, o campeão de juros altos no rotativo atualmente, de um nível de 17,97% ao mês ou 627% ao ano, cobrado de 14 a 20 de fevereiro nessa linha de crédito, o juro máximo a ser adotado pelas novas regras cairá para 8,90% ao mês, ou 178% ao ano. Pelo anúncio feito pelo próprio banco, nem precisa de cálculo para concluir que a diferença é brutal: 449 pontos porcentuais na taxa anual. No crédito parcelado, o Itaú cobrou, nesse mesmo período, 11,47% ao mês ou 267,98% ao ano.

Mas, para conseguir as taxas mais baixas, o cliente terá de assumir um financiamento para pagar em 12 parcelas. A primeira serve como entrada e sobre o restante será aplicada a taxa que pode variar de 0,99% a 8,90% ao mês – 12,5% a 178% ao ano, respectivamente – dependendo do perfil e histórico de pagamento do devedor.  Outra opção será o parcelamento comum do saldo, já aplicado hoje, em que o total da dívida é simplesmente dividido pelo número escolhido de parcelas, que poderá ser de 3, 12 ou 24. A taxa de juro será a mesma do financiamento, variando de 0,99% a 8,90%, ao mês.

Claro que a escolha vai depender das condições de pagamento de cada um, mas a tendência é a de que quanto maior o prazo, maior tende a ser a taxa. Assim, quem puder pagar em 3 parcelas deverá ser favorecido por ter um custo mais baixo daquele que vai precisar parcelar em 24 vezes.

Já na divisão em 12 vezes, a modalidade de financiamento tende a ser mais interessante do que o parcelamento, porque a taxa de juro começa a ser cobrada sobre uma base menor da dívida, depois que for descontada a primeira parcela, considerada como entrada.

O cliente do Itaú vai poder pagar uma parcela mínima de 15% do saldo devedor, acrescido da taxa de juros mais as novas despesas contraídas com o cartão. O que não deverá ser um bom negócio, porque tende a ser pesado tanto quanto as condições atuais.

O melhor mesmo é pagar o total da fatura depois de 30 dias da dívida entrar no rotativo. Se não for possível, tente liquidar o mais rapidamente esse tipo de compromisso, porque embora seja menor, a prestação vai comprometer o seu orçamento por um longo período.

As condições do Bradesco

O Bradesco anunciou que vai acabar com o crédito rotativo dentro da modalidade atual. A dívida carregada até dia 3 de abril poderá ser dividida em 12 parcelas iguais, com taxas de juros que vão variar de 3,60 a 9,80 ao mês – 52,9% a 207% ao ano, respectivamente, dependendo do perfil de pagamento do portador do cartão. Só para ter uma ideia mais exata da queda, as taxas cobradas no mês passado, pelo rotativo, estavam em 17% ao mês ou 563% ao ano. No parcelado, o Bradesco apresentou taxa de 7,25% ao mês ou 131,58% ao ano.

No Banco do Brasil

O cliente vai entrar diretamente no financiamento da fatura em até 24 vezes, com parcelas fixas e juros que vão variar de 3,13% a 9,38% ao mês, ou 44,8% a 193% ao ano, respectivamente, de caso para caso. Em fevereiro, as taxas no rotativo normal no BB estavam em 13,5% ao mês ou 356,90% ao ano.

Prazos variados no Santander

O cliente poderá optar em parcelar a dívida em prazo de 4 a 18 meses, com juros de 2,99% a 9,99% ao mês, o que corresponde a taxas de 42,4% a 12,5% ao ano, respectivamente.

No Santander haverá a opção de pagamento mínimo do saldo devedor, correspondente a 15 % da dívida carregada das faturas anteriores, mais as taxas de juro, mais as compras realizadas no período entre a renegociação da dívida e a data de vencimento da fatura.

Em fevereiro, o banco cobrava taxa de 17,27% ao mês, ou 576,62% ao ano, no crédito rotativo e 8,40% ao mês, ou 163,20% ao ano, no crédito parcelado.

Linhas de crédito

Confira, agora, os juros cobrados nas outras linhas de crédito pelos 5 maiores bancos do País, no período de 14 a 20 de fevereiro. Com a redução das taxas no cartão de crédito, o juro do cheque especial passará a ser o grande vilão do mercado. Mesmo competitivas vai valer a pena comparar as taxas cobradas no crédito pessoal e consignado com a taxa que o banco cobrará na dívida do cartão a partir de abril.

Cheque especial

Banco                       Taxa ao ano

Banco do Brasil       297%

Caixa                         301%

Bradesco                  313%

Itaú                           327%

Santander                444%

 

Crédito Pessoal

Banco                       Taxa ao ano

Santander                  67%

Banco do Brasil         75%

Caixa                           81%

Itaú                              89%

Bradesco                   124%

 

Consignado empregado

Banco                       Taxa ao ano

Banco do Brasil       37%

Santander                40%

Bradesco                  40%

Caixa                         42%

Itaú                            50%

 

Fonte: Banco Central

 

 

 

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