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há 2 dias por Regina Pitoscia

Juro menor e mais crédito para a compra de imóvel na Caixa

O crédito imobiliário na Caixa Econômica Federal está mais barato desde o dia 16 de abril. A taxa de juros cobrada no financiamento da casa própria recuou 1,25 ponto porcentual e o limite de crédito para a compra de imóvel usado aumentou de 50% para 70% -o teto de empréstimo para a compra de novo foi mantido em 80% do valor do imóvel. As novas regras valem para os empréstimos com recursos da caderneta de poupança, pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH).

O cliente da Caixa, que pagava juro de 10,25% ao ano, passou a pagar 9% ao ano para a compra de imóveis de até R$ 950 mil nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Distrito Federal. Quem não tem relacionamento com a Caixa passou a pagar juro de 10,25% ao ano. O teto para essa modalidade de crédito nos demais Estados do País é R$ 800 mil.

As taxas de juro recuaram também, na mesma proporção, de 11,25% ao ano para 10%, para a compra financiada de imóveis de maior valor, pelo Sistema Financeiro Imobiliário (SFI). O juro é mais alto nessa modalidade de crédito porque o custo de captação de recursos que financiam essa linha, por meio da colocação de títulos privados, é maior que o da caderneta de poupança, fonte de recursos do SFH.

A Caixa reabriu ainda a modalidade chamada interveniente quitante, em que o mutuário compra o imóvel com a construtora e transfere a dívida posteriormente para o banco. A parcela financiada pela Caixa nessa migração de financiamento também foi ampliada de 50% para 70%.

Novos valores

Veja como ficaram m os novos valores da prestaçãode financiamento na Caixa, com a redução dos juros de 10,25% ao ano para 9%, de acordo com cálculos da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Para um financiamento no valor de R$ 950 mil, para pagamento em 30 anos ou 360 meses, o valor da primeira prestação cai de R$ 10.395,49 para R$ 9.485,84.

Na compra de imóvel usado no valor de R$ 450 mil, com financiamento por 30 anos, a prestação inicial recua de R$ 4.924,18 para R$ 4.493,29.

A redução das taxas de juros no financiamento imobiliário deve fazer a Caixa retomar, com certo atraso, a competitividade nesse segmento de crédito. Segundos dados da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), a manutenção dos juros pela Caixa, apesar das seguidas quedas da taxa básica de juros (Selic), que recuou de 14,25% ao ano, em outubro de 2016, para 6,50%, e dos cortes de juro feitos pelos bancos privados nessa linha, fez a instituição financeira pública perder recentemente a liderança nos financiamentos imobiliários concedidos com os recursos da caderneta de poupança, pelo SFH.

O corte dos juros feito agora alinha a taxa cobrada pela Caixa com a dos demais bancos privados nessa modalidade de financiamento. Embora elas variem de acordo com o relacionamento desses bancos com o cliente, como ocorre também na Caixa, o piso dos juros no crédito imobiliário pelo SFH está em 9,24% ao ano no Banco do Brasil; 9,3% no Bradesco, 9% no Itaú, e 9,49% no Santander.

Cautela

A Caixa volta ao páreo como opção competitiva de agente financeiro no segmento de crédito imobiliário, mas o investidor precisa ser cauteloso ao contratar um financiamento de prazo longo em momento carregado de incertezas políticas e econômicas que lançam dúvidas futuras sobre o emprego e a renda de cada um.

O presidente da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH), Vinícius Costa, diz que “a medida (da Caixa) é bastante positiva, pois acirrará a concorrência entre os bancos, ganhando com isso o consumidor que pretende adquirir um imóvel”.

Vinícius Costa alerta, contudo, para a necessária cautela ao fazer um negócio de 30 anos, para que o sonho não vire um pesadelo. “É altamente indicado que o comprador procure um advogado especialista em direito imobiliário para entender como funciona o financiamento habitacional, quais são as condições do contrato, como ele deve ser interpretado, além de ter boa educação financeira para honrar com um contrato de longo prazo.”

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