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há 2 dias por Regina Pitoscia

Mercado de trabalho melhora. Já pensou em montar o seu negócio?

As notícias são um pouco mais animadoras para o mercado de trabalho. Depois de 3 anos, a diferença entre o número de contratações e o de demissões voltou a ser positiva em 529.554 vagas formais, com carteira assinada, em 2018.

Essa foi a contabilização feita pelo Cadastro Nacional de Empregados e Desempregado (Caged) e anunciada na semana passada, e corresponde ao melhor resultado do setor, desde 2013. O que sinaliza uma certa recuperação da economia e que o período de recessão pode estar ficando para trás.

Se o processo de reformas econômicas, em especial a da Previdência Social, for bem-sucedido, o Pais pode experimentar um crescimento vigoroso, com a criação de mais empregos e geração de renda. Ao mesmo tempo, o novo governo acena com maior flexibilização nas relações trabalhistas, entre empregadores e trabalhadores, com a redução de interferências do Estado.

Embora haja defesa do trabalho formal, com carteira assinada, haverá estímulos para outros formatos de contratação, como o de trabalho intermitente. Nesse caso, os serviços ocorrem esporadicamente, em dias alternados ou por horas, e a remuneração corresponde ao período trabalhado, ou para aqueles que atuam em atividades contratadas por aplicativos.

Por conta própria

Pelos dados do IBGE, no final do ano passado o total de brasileiros desempregados estava na casa dos 12 milhões. Um nível que vem caindo nos últimos dois anos e, em parte, pela iniciativa de muita gente que, após muitas negativas de contratação, decidiu montar o seu próprio negócio.

Também no final de 2018 o número de trabalhadores por conta própria atingia nada menos do que um total de 24 milhões. É um caminho a ser pensado por quem tem perfil de empreendedor ou por quem vem há tempos sem conseguir uma recolocação profissional no mercado.

Dicas do Sebrae

Para o especialista em empreendedorismo do Sebrae, Enio Pinto, muitas pessoas que pretendem abrir seu próprio negócio, às vezes não sabe por onde começar e nem se o seu empreendimento dará certo.

No entanto, segundo ele, para que isso se torne realidade, é preciso ter cautela, foco, pesquisa, capacitação e planejamento, entre outros fatores decisivos. Diante de várias ideias, o empreendedor deve priorizar aquelas com maior afinidade. Com a lista pronta, é preciso selecionar o local de atuação e a área de competência, orienta o especialista. Buscar resolver um problema de sua comunidade também pode ser uma boa saída.

“A partir do momento em que define o que gosta, onde ela é boa, que é competente e que atende a uma demanda, a pessoa já não tem mais uma ideia, mas uma oportunidade de negócios”, ressalta o consultor. Mas é preciso colocar a ideia no papel para avaliar o empreendimento e o mercado: fornecedores, concorrentes já estabelecidos, perfil e quantitativo de consumidores. Em seguida, deve-se calcular o montante necessário e onde conseguir recursos para abrir o próprio negócio.

Outra ferramenta necessária, além de um plano, é a modelagem de negócios, quer dizer, definir como agregar valor para o público que quer atende. Ele ressalta ser fundamental que o futuro empresário faça a experimentação do seu empreendimento para saber se vai dar certo. Isso pode ser com um pequeno piloto. Um exemplo é de um empreendedor que pretende abrir um fastfood e pode fazer experiência com uma pequena barraca de cachorro quente.  “É testar de forma rápida, aprender com os erros, sem gastar muito. Assim, é possível ver se funciona e para se ter o feedback”, orienta o consultor.

Decisão de empreender

Muitos empreendedores começam seus negócios tendo ainda uma outra ocupação, na maioria das vezes por questões financeiras. No entanto, segundo o especialista do Sebrae, o emprego pode prejudicar o futuro da pequena empresa. “Existem empreendimentos em que o número de funcionários é enxuto e pode não funcionar como deveria. Chega uma hora em que o empresário é encostado na parede e terá que optar ou não vai a lugar nenhum”, afirma. “Isso é na prática, mas a decisão final é pessoal”, acrescenta.

Para que o negócio dê realmente certo, é preciso também capacitação, já que muitas pessoas não possuem experiência de empreendedorismo. “É o que chamamos de IPGN que significa Iniciando um Pequeno Grande Negócio”, diz Enio.

Isso pode ser feito por meio do Sebrae, com consultorias que abordem a administração da empresa ou com cursos a distância. Além disso, é importante adotar o que os técnicos chamam de “anjo da guarda”, que é aprender a rotina de um negócio com outro empresário do mesmo ramo ou conhecer, como cliente, outros estabelecimentos do gênero. “É sempre importante fazer um piloto do empreendimento, pois assim possibilidades de acerto são muito maiores”, afirma o profissional do Sebrae.

 

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