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há 2 dias por Regina Pitoscia

Mercado imobiliário: em 2017, aluguel subiu mais que inflação

O valor dos alugueis apresentou ligeira alta em 2017, é o que revela o conjunto de pesquisas feitas a cada mês pelo Sindicato da Habitação Secovi-São Paulo. De janeiro a dezembro, a variação foi de 0,39% na cidade de São Paulo. No mesmo período, o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) registrou deflação de 0,52%. Em dezembro, a variação ficou estável.

Rolando Mifano, vice-presidente de Gestão Patrimonial e Locação do Secovi-SP, lembra que o mercado de locação tem passado por significativos ajustes nos últimos anos. Em 2017, inúmeros fatores colaboraram com a recuperação do setor, e em especial está a flexibilização das negociações entre proprietários e inquilinos. “Ao longo do ano, o valor do aluguel registrou ligeiras variações negativas e positivas, mantendo uma estabilidade no período”, afirma Mifano.

Na análise por número de dormitórios, os imóveis de 3 quartos apresentaram ligeiro acréscimo de 0,10% em dezembro, enquanto que os aluguéis dos imóveis de 1 quarto tiveram uma pequena redução de 0,05%. Os preços das unidades de 2 dormitórios ficaram estáveis.

Atraso no condomínio

As ações judiciais por falta de pagamento de condomínio mais que dobraram no ano passado: subiram 162%, de acordo com dados do Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), em levantamento realizado no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

De janeiro a dezembro, foram ajuizados 13.399 processos, contra 5.111 em igual período de 2016. Com 1.168 ações protocoladas em dezembro, houve elevação de 0,7% dos casos em  relação aos 1.160 registrados no mês anterior.

O vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Sindicato, Hubert Gebara, atribuiu o aumento no acumulado no ano passado a dois fatores principais: aumento das tarifas pública e multa do condomínio, que é de apenas 2%. “O condômino acaba priorizando o pagamento de outras contas e deixa o condomínio para última instância”.

Gebara alerta que o pagamento em atraso, ainda que dentro do mês de vencimento, traz problemas para os síndicos, que ficam sem dinheiro em caixa para fazer frente às despesas do prédio. Ele explica que  “a maioria das contas do condomínio, como salários, INSS, FGTS dos funcionários, consumo de água, gás e luz, costuma vencer na primeira quinzena do mês”.  No entanto, “como o condomínio nada mais é do que o rateio de despesas entre os moradores, para não atrasar os pagamentos obrigatórios, a solução para muitos prédios tem sido reservar no orçamento um valor extra para cobrir a falta de pagamento”, informou.

Ainda que a multa pelo atraso de pagamento de condomínio seja uma das mais baixas, o risco é grande, porque a inadimplência pode levar à perda do imóvel em pouco tempo.

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