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há 2 dias por Economia Nota 10

Moeda pode ficar mais barata, mas cenário é incerto

O dólar está abaixo de R$ 3,40, e são duas as principais razões para isso: otimismo e mais segurança com a nova direção do Banco Central (BC), que poderá recolocar a economia nos trilhos sob o comando de Ilan Goldfajn;  e a perspectiva de novo adiamento da alta dos juros americanos, o que deixa de atrair investidores para aquele mercado.

Os R$ 3,50 eram considerados como piso pelo mercado, nível a partir do qual o Banco Central impediria novo recuo dos preços. Após esse mergulho, o dólar está em busca de novo limite de baixa para as cotações. Por aí, não dá para negar que está atraente para compra, comparado com os preços de tempos atrás.

Pelo menos para quem costuma aproveitar os momentos de queda para comprar e formar aos poucos seu estoque de moeda americana. Desde o início do mês até quarta-feira, dia 8, o dólar comercial acumulou desvalorização de 6,70%, ao recuar de R$ 3,61 para R$ 3,37.

O risco para quem prefere adiar a compra, à espera de quedas mais acentuadas, é que a trajetória de baixa seja atropelada pela deterioração da crise política ou eventual reviravolta do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. O afastamento definitivo só será votado pelo Senado em agosto. Nada está decidido, por enquanto.

Se tudo correr como se desenha no momento, o mercado financeiro aposta que o dólar tende a recuar ainda mais. A volta ao câmbio flutuante, como deu a entender o novo presidente do BC, apontaria nessa direção, porque o Banco Central deixaria de interferir na formação de preços.

Nesse regime, a cotação do dólar é definida pelas forças do mercado – o preço sobe quando a procura é maior que a oferta e recua se a oferta estiver maior que a procura pela moeda americana.

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