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há 2 dias por Regina Pitoscia

O mapa do desemprego no País

O Serviço de Proteção do Crédito (SPC Brasil), em conjunto com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, traçou um mapa do desemprego no País. No final de 2017, 12,3 milhões de brasileiros estavam fora do mercado de trabalho. De acordo com os dados divulgados, o tempo médio que o desempregado passou à procura de um novo emprego em 2017 foi de 14 meses. Período superior ao de 2016, que era de um ano.

Com a situação cada vez mais apertada e com um horizonte distante para a recolocação no mercado, 61% dos entrevistados afirmaram estar dispostos a ganhar menos do que ganhavam no último emprego. As principais justificativas estavam ligadas a: “o que importa é voltar ao mercado de trabalho”, 23%; e “arrumar um emprego para pagar as despesas”, 22%. Dos 39% que disseram não aceitar reduzir sua renda, 19% alegaram que um salário menor representa regressão profissional.

Do total dos que foram chamados para entrevistas desde que ficaram sem emprego, 56% chegaram a recusar alguma proposta. Desse total, 18% alegaram não estar satisfeitos com a remuneração ou benefícios oferecidos.

Perfil

O estudo revelou o seguinte perfil dos desempregados: 59% são do sexo feminino, com média de idade de 34 anos; 54% têm até o ensino médio completo, 95% pertencem às classes C/D/E e 58% têm filhos, a maioria menor de idade. Entre os que já tiveram um emprego antes, 34% atuavam no segmento de serviços, enquanto 33% no setor de comércio e 14% na indústria. A média de permanência no último emprego foi de aproximadamente dois anos e nove meses.

No último emprego, 40% dos desempregados possuíam carteira assinada, 14% eram informais e 11% autônomos ou profissionais liberais. Já 8% dos desempregados atuais estão buscando a primeira oportunidade profissional. “Tudo aponta para um cenário de recuperação no mercado de trabalho, mas este ainda é um movimento tímido e que, no momento, permanece concentrado na informalidade, o que implica em contratações sem carteira assinada e atividades feitas por conta própria”, avalia o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro.

Ao analisar a situação, o executivo afirma que “as pessoas sabem que não podem ficar esperando em casa pelo reaquecimento do mercado e por isso buscam alternativas de sobrevivência”. Mas ele alerta que ficar na informalidade pode representar fragilidade, afinal, o trabalhador dica sem proteção e sujeito às variações do mercado. Pellizzaro recomenda a busca pela formalização: “uma atividade por conta própria pode, por exemplo, encaixar-se na modalidade MEI, Microempreendedor Individual, e com ela é possível ter CNPJ, emitir nota fiscal e contribuir para a aposentadoria”.

Outras conclusões

Segundo o mesmo levantamento, entre aqueles que já tiveram algum emprego antes, 67% já haviam ficado desempregados anteriormente enquanto 32% nunca haviam passado por esta situação. Mais da metade (57%) conhecem alguma outra pessoa que também está desempregada ou que teve de fechar sua empresa nos últimos três meses.

Em 56% dos casos, os entrevistados afirmam terem sido desligados da empresa, mas outros 17% garantem ter pedido demissão e 14% alegam que foi feito um acordo.

Dentre os que foram demitidos, a maioria alega causas externas, principalmente ligadas à crise econômica, como redução de custos por parte da empresa para lidar com os efeitos da crise (35%), redução da mão de obra ociosa (12%) e o fechamento da empresa (11%). Levando em conta apenas os que pediram demissão, a principal razão apontada foi algum problema de saúde (15%), seguido da insatisfação com o salário (13%) e do desejo de poder dedicar mais tempo à família (11%).

Perguntados sobre o tipo de oportunidade desejada pelos desempregados, 46% preferem os postos com carteira assinada, enquanto 29% mencionam qualquer vaga, independente do formato.

 

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