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há 2 dias por Economia Nota 10

Banco Central e a economia em 2016

A inflação oficial deste ano deve ficar em 6,9%. Não é uma projeção qualquer, ela foi feita pelo Banco Central e está em seu Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado nesta terça-feira.

Se por um lado o número está abaixo da inflação registrada no ano passado, de 10,67%, indicando preços mais comportados nos próximos meses, por outro, demonstra que não será neste ano que o governo vai enquadrá-lo nas metas fixadas, de 4,5%, com uma margem de variação até 6,5%, que é o teto.

Nos primeiros cinco meses do ano, de janeiro a maio, o IPCA, que mede a inflação oficial, acumula variação de 4,05%.  Portanto, para que a projeção de 6,9% seja concretizada, o avanço da inflação de junho a dezembro não pode ser superior a 2,74%, ou uma inflação de 0,39% ao mês.

Provavelmente para não baixar a guarda no combate à inflação, o BC acena, no relatório, com a manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em 14,25% ao ano até o fim de 2016. Juro alto é a ferramenta que o BC tem, no momento, para manter a inflação em queda.

Isso torna o crédito mais caro e, como as pessoas consomem menos, os preços tendem a cair. O efeito nocivo do uso desse instrumento é que o consumo menor inibe a produção e o crescimento, dificultando a saída da economia da roda-viva da recessão profunda em que patina.

Estabilidade da Selic combinada com perspectiva de inflação em queda, prevista no relatório do BC, desenha um cenário alentador para quem aplica em renda fixa, que deve recuperar o ganho real em algumas opções, como a caderneta de poupança, e ampliar em outras, como os fundos de investimento.

O RTI projeta ainda o dólar comercial em R$ 3,45 para o fechamento de 2016. O preço estimado está abaixo da cotação de R$ 3,70 prevista no relatório anterior, divulgado em março, e bastante próximo das cotações de momento da moeda americana.

A inflação estimada para 2017 foi revista de 4,9%, do relatório de março, para 4,7%, ligeiramente acima da meta central de 4,50%.

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