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há 2 dias por Regina Pitoscia

O que muda no rotativo do cartão de crédito

Desde esta segunda-feira, dia 3 de abril, estão valendo as novas regras para o pagamento da dívida no cartão de crédito. O saldo devedor poderá ser financiado pelo crédito rotativo somente por mais 30 dias. Crédito rotativo é aquele em que é preciso pagar, pelo menos, 15% do valor devido e o restante é empurrado para os meses seguintes e pago de acordo com as possibilidades do usuário.

Uma vez passado esse prazo de 30 dias, o consumidor terá duas opções: liquidar o saldo integralmente; ou refinanciar esse valor, mas por outra linha de crédito em que o total será dividido até 24 vezes, dependendo do banco. Na prática, o novo esquema começa a funcionar a partir da data de vencimento do cartão em maio.

Cada banco é livre para oferecer a nova modalidade de financiamento, desde a taxa de juro e número de parcelas até o formato de pagamento, se com ou sem entrada. No entanto, todos deverão oferecer essa linha de crédito por juros inferiores aos cobrados no rotativo, com parcelas fixas.

Essa mudança vai permitir que muitos consumidores coloquem, de fato, suas contas no cartão em dia, porque os juros serão mais baixos e o prazo de pagamento, mais elástico. No entanto, será preciso ter disciplina e se organizar para pagar a cada mês o que ficou combinado com o credor. Mais importante ainda é passar a gastar com o cartão de acordo com as possibilidades financeiras.

Continua valendo a regra de que o melhor mesmo é pagar o total da fatura no dia do vencimento, sem entrar no rotativo. Quem não tiver saída e precisar recorrer a esse novo tipo de financiamento, procure fazê-lo dentro do menor espaço de tempo possível. Isso porque quanto maior o prazo mais juros serão cobrados, e às vezes o consumidor acaba arcando com algo duas ou três vezes maior que o valor inicial financiado. É importante que o portador do cartão faça suas contas e tenha certeza de que terá condições de acertar o compromisso dentro das condições combinadas com a administradora.

Condições na Caixa

A Caixa Econômica Federal anunciou que vai oferecer três opções de pagamento da dívida: valor integral da fatura no vencimento do cartão a partir de maio; valor mínimo de 15%; qualquer valor entre o mínimo e o total do saldo. Nessas duas últimas opções, o parcelamento poderá ser feito em 4, 8, 12, 16, 20 e 24 vezes, com taxas variando de 3,30% a 9,90%.  Sempre que o pagamento for inferior ao mínimo, a dívida terá parcelamento automático.

As taxas cobradas pela Caixa no rotativo do cartão, no período de 10 a 16 de março, estavam em 17,54% ao mês ou 596% ao ano. Pelas novas condições de financiamento do cartão, os juros máximos serão de 210% ao ano.

As condições do Bradesco

 

O Bradesco anunciou que vai acabar com o crédito rotativo dentro da modalidade atual. A dívida carregada até o dia 3 de abril poderá ser dividida em 12 parcelas iguais, com taxas de juros que vão variar de 3,60 a 9,80 ao mês – 52,9% a 207% ao ano, respectivamente, dependendo do perfil de pagamento do portador do cartão. Só para ter uma ideia mais exata da queda, as taxas cobradas em março, pelo rotativo, estavam em 17% ao mês ou 558% ao ano. No parcelado, o Bradesco apresentou taxa de 7,42% ao mês ou 136,05% ao ano.

 

No Banco do Brasil

 

O cliente vai entrar diretamente no financiamento da fatura em até 24 vezes, com parcelas fixas e juros que vão variar de 3,13% a 9,38% ao mês, ou 44,8% a 193% ao ano, respectivamente, de caso para caso. Em março, as taxas no rotativo normal no BB estavam em 13,4% ao mês ou 354% ao ano.

 

Prazos variados no Santander

 

O cliente poderá optar em parcelar a dívida em prazo de 4 a 18 meses, com juros de 2,99% a 9,99% ao mês, o que corresponde a taxas de 42,4% a 213,5% ao ano, respectivamente.

 

No Santander haverá a opção de pagamento mínimo do saldo devedor, correspondente a 15 % da dívida carregada das faturas anteriores, mais as taxas de juro, mais as compras realizadas no período entre a renegociação da dívida e a data de vencimento da fatura.

 

Só para comparar, as taxas do rotativo cobradas pelo Santander em março estavam em 17,25% ao mês ou 575% ao ano. Pelas novas condições, os juros máximos serão de 213,5% ao ano.

 

No Itaú

O cliente terá de financiar o saldo em 12 parcelas. A primeira será uma entrada e sobre o restante será aplicada a taxa que pode variar de 0,99% a 8,90% ao mês – 12,5% a 178% ao ano, respectivamente – dependendo do perfil e histórico de pagamento do devedor.  Outra opção será o parcelamento comum do saldo, já aplicado hoje, em que o total da dívida é simplesmente dividido pelo número escolhido de parcelas, que poderá ser de 3, 12 ou 24. A taxa de juro será a mesma do financiamento, variando de 0,99% a 8,90%, ao mês.

 

Já na divisão em 12 vezes, a modalidade de financiamento tende a ser mais interessante do que o parcelamento, porque a taxa de juro começa a ser cobrada sobre uma base menor da dívida, depois que for descontada a primeira parcela, considerada como entrada.

 

O cliente do Itaú vai poder pagar também uma parcela mínima de 15% do saldo devedor, acrescido da taxa de juros mais as novas despesas contraídas com o cartão. O que não deverá ser um bom negócio, porque tende a ser pesado tanto quanto as condições atuais.

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