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há 2 dias por Economia Nota 10

O que nosso bolso deve esperar esta semana

Vamos conhecer esta semana, a primeira de maio, três índices importantes da inflação de abril. Dois nacionais, o IGP-DI e o IPCA, e um regional, o IPC-Fipe, de São Paulo. A expectativa é que o IGP-M, calculado pela Fundação Getúlio Vargas FGV, tenha uma desaceleração em relação a março. Trajetória inversa, de ligeira aceleração, está prevista para o IPCA, medido pelo IBGE e considerado inflação oficial do País.

Essa aparente contradição de tendência está relacionada à diferença na fórmula de cálculo dos dois índices. O IGP-DI é influenciado pela variação de preços de produtos no atacado, principalmente pelo comportamento do dólar. A queda recente da moeda americana deu um alívio ao IGP-DI.

O IPCA reflete a evolução de preços de produtos que afetam mais diretamente o bolso do consumidor: alimentos, bebidas, roupas, transporte, remédio, educação, para ficar nos principais. O vilão da inflação de abril será os medicamentos que tiveram um reajuste acima de 12% na passagem de março para abril. Quem circulou por farmácias e drogarias ao longo de abril já sentiu a pancada no bolso.

Confira o que está agendado para a semana e quais os reflexos para suas economias.

Agenda

Nesta-segunda-feira, o Banco Central (BC) divulga o boletim Focus, um informe que mostra as expectativas de analistas e economistas do mercado financeiro sobre inflação, juros, dólar, dentre outros. Esses dados nos dão uma boa pista sobre os rumos da economia.

Na terça-feira, dia 3, a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) anuncia o IPC-Fipe de abril. A previsão é que inflação na região da Grande São Paulo recue de 0,97%, em março, para algo ao redor de 0,50%.

Na quinta-feira, dia 5, o Banco Central divulga a ata com explicações sobre a decisão da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), dias 26 e 27 de abril, que manteve a taxa básica de juros, Selic, em 14,25% ao ano. A expectativa é que o documento dê alguma pista ou sinalização sobre a tendência da Selic. O mercado aposta na queda do juro básico já nas próximas reuniões do Copom, ainda este ano.

E por fim, na sexta-feira, dia 6, o IBGE divulga o IPCA de abril, estimado em torno de 0,50%, acima do de 0,43% de março, pressionado pelo aumento de preços de remédio. No mesmo dia, a FGV anuncia o IGP-DI de abril, projetado próximo de 0,30%, mais baixo que o de 0,43% do mês anterior.

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