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há 2 dias por Regina Pitoscia

Os números do desemprego bateram o fundo do poço

Desde que começou a levantar os números do mercado de trabalho do País, em 2012, o IBGE apurou o maior nível de desemprego no ano passado: a taxa média ficou em 12,7%, o que representa mais de 13,2 milhões de pessoas sem emprego.

Se essa é uma péssima notícia, a boa é que esses números começaram a cair nos últimos meses do ano. No quarto e último trimestre de 2017, o nível ficou em 11,8% ou 12,3 milhões de desempregados.

“Há sinais de que a situação do desemprego bateu no fundo do poço” afirma o professor da fundação Getúlio Vargas, André Portela. Para ele, esses níveis não devem piorar. Ao contrário, a economia começa a mostrar reação, na indústria, no comércio, no setor de prestação de serviços, o que deve contribuir para a geração de empregos.

E a perspectiva é a de que reação não seja sentida apenas no mercado formal de trabalho. Haja vista que os empregos informais e o trabalho por conta própria ajudaram a reduzir o número de brasileiros sem ocupação no ano passado. De a outubro a dezembro, as vagas informais cresceram 5,7%, as atividades por conta própria, 4,8%. Já as vagas formais caíram 2,0%. Quer dizer, houve uma desaceleração do desemprego por conta da informalidade.

Para o professor, em 2018, o mercado de trabalho deve continuar reagindo de forma gradual, na mesma toada da recuperação econômica.

Salário de janeiro

Vence hoje, dia 6, o prazo para pagamento dos salários de janeiro, inclusive o da empregada doméstica. O vencimento ocorre sempre no quinto dia útil do mês seguinte ao trabalhado, lembrando que o sábado deve ser incluído nessa contagem.

Quando realizado por meio de cheques ou depósitos bancários, é preciso conceder um horário ao empregado para o saque do dinheiro, bem como garantir transporte gratuito até o banco, se isso for necessário.

Recolhimento do FGTS

Amanhã, dia 7, vence o prazo para o recolhimento do Fundo de Garantia. O patrão é quem deve providenciar o depósito na conta vinculada do empregado no FGTS, equivalente a 8% de seu salário bruto referente ao mês de janeiro.

Quem atrasa o depósito tem de pagar depois uma multa de 5% do valor devido, caso o recolhimento seja feito dentro do mês de vencimento, e subirá para 10% a partir do mês seguinte.

Empregada doméstica

Dia 7 vence também o prazo para recolher as obrigações trabalhistas da doméstica, como FGTS e INSS, em guia único no portal www.esocial.gov.br referentes ao salário de novembro.

As parcelas de recolhimento, calculadas sobre o salário da empregada, estão assim divididas: 8% para o INSS; 8% do depósito do FGTS; 3,2% referentes ao fundo de reserva da multa de demissão sem justa causa; e 0,8% de seguro para acidentes de trabalho.

Em relação à contribuição ao INSS, 8% cabem ao patrão e há uma parcela que varia de 8% a 11% que é devida pela empregada, dependendo da sua faixa do seu salário.

Em casos de atraso no recolhimento, é aplicada uma multa de 0,33% ao dia, limitada a 20% do valor devido.

 

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