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há 2 dias por Regina Pitoscia

Planeje o que vai fazer com a primeira parcela do 13º

A primeira parcela do 13º salário deve chegar a todos os empregados com carteira assinada, inclusive a doméstica, até o próximo dia 30. Isso para os que não tiveram o pagamento antecipado por ocasião das férias, uma opção permitida pela legislação. Essa parcela será equivalente a 50% do salário de outubro, sem descontos.

Para quem começou no emprego depois da segunda quinzena de janeiro deste ano, o 13º será proporcional ao número de meses que trabalhou em 2019.  A partir de quinze dias de serviço, o empregado já passa ter direito a receber o abono, sempre proporcional ao período tralhado.

No cálculo do 13º proporcional é preciso dividir o salário integral por 12 e o resultado multiplicar pelo número de meses trabalhados. E nessa conta devem ser incluídas as horas extras, e adicionais como o de insalubridade. Quem tiver mais de 15 faltas injustificadas em determinado mês perde direito de 1/12 de abono referente àquele mês.

A primeira parcela para quem recebe remuneração variável vai ser equivalente à metade da média dos valores mensais recebidos até outubro. Quem foi demitido por justa causa não tem direito ao 13º.

O abono corresponde ao salário integral de dezembro, e como esse valor nem sempre é conhecido antecipadamente, os ajustes serão feitos no pagamento da segunda parcela que tem prazo limite de pagamento o dia 20 de dezembro. Sobre essa fatia do 13º será aplicado o desconto referente à contribuição à Previdência Social e do Imposto de Renda.

Use bem o dinheiro

Para muita gente, o 13º será usado para quitar dívidas, 90% dos assalariados segundo pequisa da Anefac. É hora de  fazer acordos com os credores e tentar começar 2020 no azul. Os que conseguiram se manter mais equilibrados financeiramente durante o ano podem utilizar o dinheiro para fazer uma viagem, investir em um negócio próprio ou guardar o dinheiro de modo a garantir o pagamento das tradicionais contas do começo do ano, como matricula escolar, IPTU, IPVA.

Segundo o coordenador do curso de Ciências Contábeis da Anhanguera, Marco Cordeiro, é possível planejar as contas e ainda entrar em 2020 com dinheiro no bolso. “A palavra que deve estar presente todos os dias é planejamento. O ideal, é que todo trabalhador, faça um planejamento do seu 13º salário”.

Ele ensina que em primeiro lugar é preciso saber com exatidão o valor líquido que o assalariado vai receber, lembrando que a primeira parcela não possui desconto de impostos, mas já sobre a segunda parcela haverá incidência do INSS e do imposto de renda, o que acaba resultando em um total inferior ao da 1º parcela.

Conhecido esse valor, é preciso definir o destino do dinheiro, fazendo as escolhas mais apropriadas. E aí, em sua opinião, é preciso pensar em ter uma reserva financeira para que a administração das finanças seja mais tranquila ao longo do ano, até para ir às compras.

“Uma vez que se tem uma boa reserva, e o desejo é o de comprar alguns produtos, a palavra de ordem é pesquisar os preços em diversas lojas, pela internet, ter domínio sobre as informações do produto”. Com essas questões definidas, chega o momento de negociar. Ele reforça que toda venda à vista precisa ter desconto. “Não é vergonha pechinchar, negociar, fazer ofertas, porque qualquer valor economizado poderá ser poupado”.

Vale lembrar que o pagamento à vista dos impostos no início de ano, como IPVA e IPTU trazem alguma economia ao consumidor. “Se pagos com antecedência, sempre geram um bom desconto, que também pode ser poupado ou usado em outras finalidades”.

 

 

 

 

 

 

 

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