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há 2 dias por Regina Pitoscia

Por que a cotação do dólar não para de cair

É hora de comprar?

Não  se surpreenda se a cotação do dólar, que rompeu a linha de R$ 3,10 na sexta-feira, escorregar para um nível ainda mais próximo de R$ 3,00.

Uma indicação da fraqueza da moeda americana perante o real está na coleção de baixas acumuladas pelo dólar comercial, com fechamentos negativos desde o início de setembro até agora.

Da cotação de R$ 3,148, do último dia de agosto, o dólar chegou à última sexta-feira valendo R$ 3,09. A moeda americana cai no exterior e no mercado doméstico, apesar do cenário interno permeado de incertezas políticas e econômicas.

Incertezas políticas

O gás alimentado pela crise política gerada pelas denúncias do frigorífico JBS contra o presidente Michel Temer, em meados de maio, que levou o dólar comercial a resvalar acima de R$ 3,30, ficou para trás.

A expectativa que passou a predominar mais recentemente entre os agentes financeiros, especialmente o mercado financeiro, é tão positiva que não detém a trajetória descendente do dólar. A convicção de que o governo do presidente Michel Temer esvaziou a crise política, embora esteja na iminência de enfrentar a segunda denúncia do procurador-geral Rodrigo Janot, é tão forte que o dólar perdeu sustentação.

Juros mais baixos

Nem mesmo a nova redução de um ponto porcentual na taxa básica de juros, Selic, que recuou a 8,25% ao ano nem o crescente rombo fiscal do governo parecem incomodar o mercado de dólar.

Em geral, a queda dos juros inibe o ingresso de dólares no País para aplicações de renda fixa, o que pressiona para cima a cotação da moeda. Não é o que ocorre desta vez, porque o capital externo, sem taxa atraente de remuneração no exterior, continua ingressando no País. O aumento de oferta deprime a cotação do dólar.

A deterioração fiscal tampouco parece criar desassossego entre os investidores. Não se duvida da capacidade do governo de honrar o pagamento de títulos da dívida pública, suspeita que poderia levar o investidor, sobretudo o estrangeiro, a abandonar a aplicação em títulos de renda fixa e migrar para o dólar.

Reformas econômicas

Predomina, como fator de estímulo à trajetória baixista do dólar, o sentimento positivo com o avanço das reformas, até da aprovação ainda de mudança das regras previdenciárias, no Congresso e do novo programa de privatização e concessão de empresas estatais.

A situação confortável das contas externas do País, com entradas de dólar em volume superior ao de saídas na soma de todas as contas – principalmente pelos superávits da balança comercial e pelo forte ingresso de divisas para investimentos produtivos –, também afasta a possibilidade de aceleração das cotações da moeda americana.

Eventual fator de tensão e alta de preços no mercado de dólar poderia ocorrer, segundo especialistas, com as incertezas políticas diante da aproximação da eleição presidencial no próximo ano.

Perspectiva que poderia tornar vantajosa a compra de moeda pelos atuais níveis de preço, considerado atraente por especialistas, para quem precisa de dólar e quer evitar possíveis surpresas negativas mais à frente.

 

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