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há 2 dias por Regina Pitoscia

Por que ter um plano de previdência privada

Há décadas que o brasileiro sabe que o valor de sua aposentadoria será muito inferior a seus ganhos na ativa e que, portanto, seu padrão de vida vai cair de forma considerável quando deixar de trabalhar. Para os simples mortais do INSS, o teto de benefícios está em R$ 5.578, mas isso não significa que quem contribuiu pelo valor máximo vai embolsar essa quantia. Será menor, porque há redutores no cálculo do benefício.

Assim, também não é nova a ideia de fazer uma poupança que possa complementar a renda após a aposentadoria. Necessidade indiscutível para quem não quiser ficar dependendo do benefício do INSS. Pelo menos nos últimos 30 anos, os planos de previdência privada são oferecidos como opção para a formação de uma reserva financeira para esse momento da vida.

Como funciona

Esses planos têm lá suas peculiaridades, mas o objetivo principal é acumular recursos por prazo longo de tempo, de 20 a 35 anos. E aí é possível escolher de que forma você quer resgatar esse dinheiro lá na frente; se de uma vez só para realizar um grande sonho, como o de fazer uma viagem, montar um consultório para um filho, comprar um imóvel; ou se em parcelas, como uma renda mensal extra para o resto da vida, a aposentadoria complementar.  Para que essa história tenha um final feliz, é fundamental escolher bem a instituição financeira que vai administrar esses recursos.

É porque o rendimento de um plano de previdência privada estará   diretamente ligado ao que o gestor fizer com o dinheiro que recebe de cada participante. A carteira de investimentos pode ser composta de títulos de renda fixa ou títulos de renda variável, as ações. O percentual de cada tipo vai depender do perfil do plano: se for mais conservador, portanto de menor risco e com rendimento mais modesto, haverá mais títulos de renda fixa; ao contrário, se for mais arrojado, de maior risco e com possibilidade de ganhos mais altos, a preponderância será de ações.

Não há garantia prévia de remuneração, por isso é importante acompanhar de perto o desempenho da aplicação. Se não estiver satisfeito, é possível trocar de administrador pelo sistema de portabilidade. E aí, não se deve pensar duas vezes na mudança, afinal se trata da evolução de seu patrimônio.

Em princípio, qualquer interessado poderia tratar de formar esse bolo de recursos, mas sem a cultura de educação financeira e sem disciplina muita gente pode ficar no meio do caminho.  Seja por não conseguir depositar religiosamente todo mês, seja por avançar sobre esses recursos no primeiro sufoco financeiro que atravessar. E aí, adeus renda extra na aposentadoria. “Na previdência privada existe uma probabilidade maior de o participante atingir seu objetivo”, afirma o especilista e atuário Newton César Conde.

Cuidado com as taxas

Paga-se caro para ter esse dinheiro bem administrado, algumas taxas são cobradas, o que leva boa parte do rendimento. Existe a taxa de carregamento que é calculada sobre o valor aplicado; a de administração, cobrada sobre o rendimento proporcionado pela carteira do plano; a de saída somente quando o resgate é feito antes do combinado em contrato.

Saiba qual a taxa cobrada no plano pretendido, ela deve estar próxima de zero e, quando muito, na faixa de 1% ao ano. Compare com a de outros bancos ou seguradoras. Não aceite ser esfolado por taxas de carregamento de 2% ao ano ou mais.

Família de planos

Basicamente, há dois tipos de plano: o Vida Gerador de Benefícios Livres, VGBL, e o Plano Gerador de Benefícios Livres, o PGBL. Eles são praticamente iguais, com valor e tempo de contribuição previamente definidos. Os depósitos podem ser mensais ou em montantes mais elevados e de forma pontual.

A principal diferença está relacionada ao regime de cobrança do Imposto de Renda. O PGBL permite uma redução de até 12% na base de cálculo do imposto na declaração anual, por isso é mais indicado para o participante que opta pela declaração completa e pode se valer desse desconto. No resgate, haverá cobrança de imposto, que pode variar de 15% a 27,5%, pela tabela progressiva, sobre o total retirado. Quanto maior o montante, mais alto o imposto. A tabela progressiva é mais indicada para quem pretende ter uma renda mensal.

Existe a possibilidade de optar pela cobrança de imposto pela tabela regressiva, em que as alíquotas variam de 10% a 35%, dependendo do prazo da aplicação – quanto maior o prazo, menor o imposto.

No VGBL não existe o incentivo fiscal de redução de até 12% no cálculo do IR na declaração anual, mas em compensação o imposto será calculado sobre o rendimento obtido na aplicação. A tributação pode ser pela tabela progressiva ou regressiva, e as alíquotas são as mesmas que no PGBL.

 

O VGBL é mais indicado para quem opta pela tributação simplificada na declaração anual. É porque, nesse caso, há o desconto-padrão de 15%, sem a possibilidade de qualquer outra dedução extra.

 Outras condições

Não existe uma idade ideal para iniciar uma previdência privada, mas, quanto antes você começar, melhor. Menor será o depósito mensal, porque maior será a fase de acumulação de recursos. Na maioria dos planos as retiradas são liberadas após um prazo bem elástico, 10, 20 anos ou mais. Há planos para bolsos de todos os tamanhos e com um valor de R$ 50,00 é possível começar a fazer o pé-de-meia.

Conclusões

Sobre a necessidade de acumular uma reserva que permita uma renda extra na aposentadoria, ninguém discute. Quando e como isso será feito por iniciativa própria ou por meio de um plano de previdência privada, quem decide é você, mas tenha consciência de que o nível de disciplina exigido é alto. Ao escolher uma instituição financeira para gerenciar sua aplicação de longo prazo, além de tradição e credibilidade no setor, ser reconhecida por apresentar bons resultados em seus planos, não explorar o participantes com taxas pesadas, ela precisa ser sólida. Afinal a relação de confiança vai durar por décadas.

 

 

 

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