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há 2 dias por Regina Pitoscia

Porque fazer um raio-X das despesas

Que tal fazer uma boa radiografia de suas despesas? Poderá ser útil em vários sentidos. Será possível identificar gastos desnecessários, ou os que podem ser cortados, inteiramente ou em parte, ou por que ralo está escorregando o dinheiro. São dados imprescindíveis para quem pretende sair do atoleiro e recolocar suas finanças nos trilhos.

Um bom começo é separar suas despesas que são fixas, aquelas que aparecem todo mês, e com valores conhecidos, dos custos variáveis, aqueles que são esperados, mas sem valores conhecidos.

O que é fixo

É evidente que os gastos fixos podem variar muito em função do estilo de vida e os costumes de cada um. Mas não estaremos fora da realidade se considerarmos entre essas despesas as previstas com aluguel, condomínio, IPTU, escola, prestação da casa, do terreno, carnê de compra, mensalidade do plano de saúde, academia, entre outros. Perceba que o valor total dessas despesas não mudará, a menos que você mude de casa, de escola, de plano de saúde.

Ainda que sejam previsíveis a cada mês, essas despesas se tornam verdadeiras amarras na administração do orçamento, porque comprometem antecipadamente seus ganhos. Faça chuva ou faça sol, elas são devidas a cada mês. Enquanto houver dinheiro entrando para cobri-las regularmente, nenhum problema. O maior risco aí está associado à perda do emprego ou à redução de rendimento proveniente de horas extras. Quer dizer, a renda disponível se tornará menor, mas as despesas já contratadas se manterão.

O que é variável

São despesas previsíveis dentro de uma rotina familiar, mas que podem variar de um mês para o outro: alimentação, água, luz, gás, celular, internet, TV paga, supermercado, farmácia, transporte, cartão de crédito, combustível, viagens, lazer, vestuário, dentista, serviços de cabeleireiro, manicure, etc.

Embora igualmente necessárias, é no campo das despesas variáveis que há uma margem maior de manobra para enxugar o orçamento.  Por isso, os custos variáveis devem ser analisados um a um e metas de redução desses gastos devem ser fixadas. Veja quanto você pretende, precisa e pode economizar: 10%, 20% ou 30%. Envolva toda a família nesse processo de austeridade com o bolso, se esse for o seu caso. Esclareça metas e o que poderá ser feito com o dinheiro economizado, dando uma perspectiva de melhorias em função da economia em prazos mais longos, 3 ou 5 anos.

Corte sem dó

Nesse simples exercício de colocar tudo na ponta do lápis, será possível ter uma boa ideia do que pode ser eliminado ou reduzido. Para isso, vale o questionamento do que é necessário ou supérfluo no seu caso.

Com a alimentação, por exemplo, não há dúvida de que esse item deve estar no topo da lista dos necessários e, portanto, deve ser preservado. Mas isso não significa que não dê para economizar nessa área, com troca de marcas, consumo de produtos da época, com a compra de produtos “marca própria” das grandes redes de mercado, que costumam combinar preço baixo com qualidade, o aproveitamento total dos alimentos (cascas e folhagens), evitando desperdício, indo às compras no supermercado com lista feita, sem fome e com calma.

Ainda dentro desse item, vale lembrar que refeições feitas fora de casa, consomem boa parte da renda. Para muita gente existe essa necessidade em função de emprego ou escola. Uma saída é preparar e levar os alimentos de casa se houver condições e espaço para as refeições no trabalho. Caso não haja essa possibilidade, faça uma pesquisa de preços entre os estabelecimentos próximos do trabalho. Nesse período também é possível que você consiga adquirir outros hábitos de alimentação, mais simples e mais saudáveis.

Mais difícil e complicado

Já as decisões em relação a outros gastos, como aluguel, escola, plano de saúde, são mais complicadas e difíceis de serem tomadas. Não se trata de produtos em que uma simples troca de marca pode resolver. São atitudes que levam a abrir mão de alguns pontos, como credibilidade em uma escola, confiança em um médico ou qualidade de vida em determinado bairro.

A mesma linha de raciocínio pode ser empregada no caso de quem mora em um apartamento e decide mudar-se para uma casa. Quer dizer, no apartamento o custo tende a ser mais elevado, porque há despesas com o condomínio. Ao mesmo tempo, na casa é preciso ser considerado o aspecto de segurança.

Ainda que exista essa dificuldade ao tomar-se uma decisão dessas, não se deve deixar de lado a possibilidade de redução dessas despesas, porque às vezes o caminho para o equilíbrio financeiro estará vinculado à mudança para um imóvel com aluguel mais baixo ou à transferência de uma escola da rede particular de ensino para uma pública.

Para alguns especialistas, não se deve comprometer mais que 30% de seu orçamento com os itens aluguel, prestação do financiamento da casa própria e condomínio. Considere que os cortes e sacrifícios serão por tempo determinado, se houver disciplina e disposição para seguir esses passos.

Mais redução

Com os serviços de água, luz, gás, sempre é possível obter a redução do consumo e, portanto, dos gastos, com a definição de metas, adoção de medidas no dia a dia, a manutenção adequada das redes.

No transporte, considere que o uso do transporte coletivo – metrô, ônibus, trem, ou esses serviços oferecidos pela internet, como o Uber, tende a ser bem mais barato do que o uso do carro.

Depois de todos esses anos de crise financeira, muita gente já cortou os gastos com o lazer, como idas ao shopping, viagens, restaurantes, etc. Mas não elimine toda possibilidade de lazer, considere programas mais em conta, como estar com os amigos, promover encontros em casa, curtir a família e descobrir as opções gratuitas de passeio na cidade.

Despesas extras

Não deixe de considerar as despesas extras, que podem aparecer com remédios, em decorrência de uma doença, com a compra de um presente, com o convite a uma festa, com os reparos no carro, em função de um acidente, com pequenos consertos em casa e assim por diante. É sempre bom ter uma reserva para esses momentos. E se não tiver, saiba que terá de promover cortes em outros itens para evitar o desequilíbrio no bolso.

 

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