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há 2 dias por Regina Pitoscia

Precisando de dinheiro para pagar as contas de janeiro?

Quem precisa de dinheiro para acertar o passo com as muitas contas que vencem em janeiro deve ir em busca da linha de financiamento mais barata. Para isso, é preciso comparar os juros entre as diferentes opções de financiamento, juros entre instituições financeiras e até mesmo juros com os acréscimos que terá de bancar caso atrase o pagamento.

Feitas as contas, talvez possa a valer mais a pena também atrasar algum compromisso um mês, pagando multa e juros, do que entrar e ficar devendo a mesma quantia no cheque especial, que tem uma das taxas mais altas do mercado. Entre 12% e 14% ao mês.

Sempre que os acréscimos cobrados nas contas em atraso forem inferiores a esses níveis de juro, não compensa entrar no cheque especial para pagá-las em dia.

Assim como o cheque especial, convém evitar ainda o rotativo do cartão de crédito –  tanto o regular, em que o consumidor paga o mínimo de 15% da fatura, quanto o não regular, em que não há nenhum pagamento, e a dívida é renegociada depois de um mês de atraso. Isso porque as taxas variam de 8,5% a quase 20% ao mês.

Mais barato

Se o cheque especial e o rotativo do cartão estão na liderança do crédito mais caro, o consignado está entre os mais baratos. Mas terá acesso a ele apenas quem recebe salário ou aposentadoria, por meio de folha de pagamento, creditado em conta corrente.

No consignado para o aposentado, as taxas giram em torno de 2% ao mês; para o funcionário público ficam até abaixo disso; e para o assalariado do setor privado, entre 2,5% e 3% ao mês.

Crédito pessoal

Em uma faixa intermediária em termos de custo, a do crédito pessoal, as taxas nos maiores bancos estavam na virada do ano em:

Banco                Juro ao mês          Juro ao ano

BB                            4,32%                     66%

Itaú                          4,68%                     73%

Santander               4,89%                     77%

Caixa                        4,99%                     79%

Bradesco                 5,96%                   100%

Fonte: Banco Central

Não há como questionar a vantagem do crédito pessoal sobre o cheque especial ou o cartão de crédito. Mas nem sempre é fácil consegui-lo no banco. Ora é a renda ou o perfil de crédito do interessado, ora é indisponibilidade de recursos e oferta de valor bem abaixo do pretendido, enfim, razões não faltam para negativas e frustrações.

Juros mais baixos

Aos poucos, novas modalidades de empresas financeiras vão ocupando espaço no mercado por oferecerem juros mais baixos. São as plataformas digitais, que permitem a oferta de crédito on-line, pela internet. Por não contarem com os mesmos custos que os bancos tradicionais, essas empresas financeiras têm condições de reduzir o custo do dinheiro nos empréstimos.

A Lendico é uma delas. No site www.lendico.com.br, o interessado pode fazer simulações, basta informar o valor e o prazo para pagamento desejados e vai conhecer o total da primeira prestação a ser paga. Mais que isso, há um comparativo da sua taxa, que pode variar de 2,97% a 7,5% ao mês, de acordo com as condições do financiamento, com a dos cinco grandes bancos.

A Creditas (www.creditas.com.br) é outra que faz parte desse leque de novas financeiras online e com um diferencial: empresta recebendo como garantia, o carro ou o imóvel do candidato ao empréstimo. Com isso, ao reduzir os riscos da operação, a empresa tem condições de oferecer taxas ainda mais baixas: a partir de 1,75% ao mês (veículos), e 1,15% ao mês (imóvel). Quem tiver um bem em seu nome, pode ter acesso a essa linha mais barata de financiamento, com o cuidado de se planejar de forma adequada e pagar em dia as prestações. É que a inadimplência pode levar à perda do bem que foi oferecido como garantia.

Veja a simulação de uma prestação inicial para empréstimos de R$ 10 e de R$ 20 mil a ser pagos em 36 meses:

Instit. Financeira               Prestação – R$ 10 mil        Prestação – R$ 20 mil

Bradesco*                            R$ 697                                         R$ 1.393

Itaú*                                     R$ 634                                          R$ 1.269

Caixa*                                   R$ 598                                         R$ 1.196

Santander *                         R$ 592                                         R$ 1.184

BB*                                        R$ 560                                         R$ 1.119

Lendico*                               R$ 459                                         R$    918

Creditas**                            R$ 431                                         R$    830

(*) Site Lendico

(**) Informações Creditas

No financiamento de R$ 10 mil, do mais caro ao mais barato, existe aí uma diferença de R$ 266,00 a cada mês, mas que ao longo de 3 anos pode superar R$ 9,5 mil. É quase o valor de mais um novo empréstimo de R$ 10 mil, do exemplo. Já no financiamento de R$ 20 mil, a diferença é de R$ 536,00 por mês ou de mais R$ 20 mil em 3 anos.

Custo Efetivo Total

Igualmente importante, além dessas comparações, é saber a diferença entre taxa efetiva e o Custo Efetivo Total (CET). A primeira é o juro cobrado, e o segundo incorpora outros encargos como impostos (IOF) e tarifas que podem ou não ser cobradas, como a de cadastro ou de avaliação do bem. É importante sempre perguntar pelo CET, que sempre será mais alto, mas é o que será cobrado na realidade.

No exemplo, a Creditas informou que a taxa efetiva é de 1,98% e o CET, de 2,60% ao mês para empréstimos no valor de R$ 10 mil; e no financiamento de R$ 20 mil, a taxa efetiva é 1,78% e o CET, 2,36% ao mês. A Lendico informa que considerou também o CET em sua simulação.

 

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