home > Aluguel Reajuste > Reajuste de aluguel em julho será de 6,51% pelo IGP-M

há 2 dias por Regina Pitoscia

Reajuste de aluguel em julho será de 6,51% pelo IGP-M

O reajuste de aluguel residencial de contrato com vencimento em julho será de 6,51%, se vinculado ao IGP-M, índice apurado pela Fundação Getúlio Vargas e adotado pela grande maioria das locações: cerca de 90% dos contratos são atualizados por ele.

Essa correção reflete a variação acumulada do IGP-M de julho do ano passado a junho deste ano e, para encontrar o novo aluguel, basta multiplicar o que foi pago até junho por 1,0651. O resultado obtido corresponde ao valor a ser desembolsado pelo inquilino no finzinho deste mês ou no início de agosto. Por exemplo, um aluguel de R$ 2,5 mil passará para R$ 2.662,75 com o reajuste (R$ 2.500 x 1,0651).

A inflação de junho, pelo IGP-M, ficou em 0,80%, e, como a tendência é que essa inflação seja menor nesses próximos meses, a correção anual dos alugueis também deverá cair e ficar abaixo desses 6,51%.

Índices de reajuste

Pela Lei do Inquilinato, a de nº 8.245/91, o aluguel deve ser corrigido por um índice que mede a inflação e há liberdade para sua definição. Além do IGP-M, há contratos regidos por indexadores calculados pelo IBGE como o próprio IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), o que representa a inflação oficial no País, e o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Na cidade de São Paulo, é usado também o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe – USP.

Embora haja diferenças entre os indexadores entre um mês e outro, resultando em correções diferenciadas no aluguel, em períodos maiores, de um ano ou mais, existe certa equivalência entre eles.

Seja qual for, o índice deve ser aplicado uma vez por ano e sempre no mês de aniversário do contrato, aquele em foi efetivamente assinado. Há uma certa confusão e muitos supõem que seja a data fixada para pagamento do primeiro aluguel.

A mesma lei proíbe que a correção seja feita pela variação do dólar ou qualquer outra moeda estrangeira ou a mesma adotada para o salário mínimo.

Por conta de uma inflação mais baixa, nos últimos anos a correção do aluguel tem sido modesta em termos nominais favorecendo de certa forma o inquilino. Mas sempre que houver distorções provocadas por uma variação maior ou menor dos índices, o que acaba regulando o valor das locações é o movimento de oferta e procura no mercado.

O proprietário pode ficar insatisfeito com o aumento anual a ser promovido no aluguel, e pedir um reajuste acima do que resultou do índice. O inquilino pode aceitar ou não. Se não concordar, o dono pode pedir o imóvel de volta. E aí vai valer o bom senso para ambas as partes.

O proprietário deverá avaliar se o inquilino paga em dia e cuida bem do imóvel e também os riscos de ficar com ele desocupado, tendo de assumir despesas de impostos, condomínio, etc. Já o inquilino deve saber se vai encontrar um imóvel nas mesmas condições pelo mesmo aluguel que vem pagando e se vai compensar enfrentar uma mudança, não só de imóvel, mas da rotina de sua vida.

Atualmente, como a procura está abaixo da oferta, o proprietário tem dificuldades para pedir valores acima do que resultou após a aplicação do índice fixado em contrato. Em alguns casos, a decisão é manter o aluguel, sem nenhuma correção, na tentativa de assegurar a continuidade da locação.

Locações novas

O Secovi-SP (sindicato da habitação) realiza mensalmente uma pesquisa sobre os valores pedidos para imóveis que estão desocupados na cidade de São Paulo. No período de 12 meses, de junho do ano passado a maio desse ano, houve um aumento de 3,04% para os alugueis novos. Portanto, a metade da correção pelo IGP-M nos contratos em andamento, que no mesmo período ficou em 7,64%.

 

Compartilhe:

0 Comentário

Comentar como anônimo

Mais lidos em #Aluguel Reajuste

Relacionados

Relacionados

Outras categorias:

Assim você busca por assunto,
aquilo que mais interessa.

E aqui a gente separou o que é mais acessado:

Mas se quiser receber nossos artigos
por e-mail, cadastre-se: