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há 2 dias por Regina Pitoscia

Reajuste de aluguel pelo IGP-M em setembro será de 4,95%

Com a queda da inflação, vai caindo também o reajuste dos aluguéis. Os contratos com aniversário em setembro corrigidos pelo IGP-M vão subir 4,95%. O índice é calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Essa correção reflete a variação acumulada do IGP-M de setembro do ano passado a agosto deste ano e, para encontrar o novo aluguel, basta multiplicar o que foi pago até agosto por 1,0495, o resultado corresponde ao valor a ser desembolsado pelo inquilino no finzinho deste mês, ou início de outubro. Por exemplo, um aluguel de R$ 2,5 mil passaria para R$ 2.623,75 com o reajuste (R$ 2.500 x 1,0495).

A correção dos contratos em setembro será menor que a de agosto, de 6,39%, porque a inflação medida pelo IGP-M em agosto teve variação negativa de 0,67%. Dessa forma, à medida que a inflação se mantiver em níveis mais baixos e próximas de zero, também o reajuste dos alugueis vai emagrecendo.

Situação que tende a favorecer o inquilino, desde que a oferta de imóveis para alugar seja maior que a procura, que é ainda o cenário atual do mercado imobiliário. À medida que o aumento da procura por imóveis para alugar pressiona para cima o valor dos alugueis nas novas locações, cresce também a pressão para que os inquilinos aceitem reajustes maiores no valor que pagam a cada mês.

É que aí o proprietário vai tentar nivelar o preço de locação de seu imóvel ao valor de mercado e caberá ao inquilino decidir se vale a pena ou não   aceitar a proposta, considerando sua conveniência e satisfação em permanecer no local. Isso porque, uma vez vencido o período do contrato, o proprietário pode pedir o imóvel de volta.

Aluguel novo

O Secovi (sindicato da habitação) realiza mensalmente uma pesquisa que mostra o avanço no valor pedido nos imóveis que estão desocupados. No período de agosto de 2018 a julho deste ano houve uma alta de 5,11% no preço dos alugueis residenciais na cidade de São Paulo. No mesmo período, os aluguéis de contrato em andamento subiram 6,39%.

O vice-presidente de Gestão Patrimonial e Locação do sindicato destaca que “o preço apurado na pesquisa varia em sentido contrário ao IGP-M nos últimos meses. Enquanto o índice da inflação medido pela FGV cai gradativamente, o valor auferido para locação pelo Secovi vem subindo, o que indica uma gradativa recuperação do mercado”.

A maior alta foi registrada nos imóveis de um dormitório, de 2,0%, e na segunda posição apareceram os imóveis de 2 quartos, com alta de 1,60%. O valor pedido nos de 3 dormitórios teve elevação de 0,90%.

Garantias

A pesquisa também levanta a preferência por tipos de garantia tanto de inquilinos como de proprietários na hora de fechar o contrato. O fiador foi o tipo mais frequente entre os inquilinos, respondendo por 45,5% dos contratos firmados. O depósito equivalente a 3 meses de aluguel foi a segunda modalidade mais usada, cerca de 37,5% escolheram essa forma de garantia. E o seguro-fiança foi o tipo pedido por 17,0% dos proprietários.

Tempo para alugar

A pesquisa também mede a velocidade de locação, quer dizer, o tempo que se espera até que o contrato seja assinado, que ficou na média entre 18 e 45 dias. Os imóveis alugados mais rapidamente foram as casas e os sobrados, de 18 a 43 dias. Já os apartamentos tiveram um ritmo de escoamento mais lento, variando de 24 a 50 dias. Muito provavelmente por representar mais custos com o condomínio.

 

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