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há 2 dias por Regina Pitoscia

Rendimento da caderneta cai para 0,32% ao mês ou 3,85% ao ano

O rendimento da caderneta está descendo ladeira abaixo junto com a taxa básica da economia, a Selic. Por corresponder a 70% dessa taxa, que agora está em 5,5% ao ano, a remuneração da poupança passa a ser de 3,85% ao ano ou 0,32% ao mês.

Mas é bom o investidor ir se acostumando com o tamanho da rentabilidade não só da caderneta, mas também de outras aplicações de renda fixa, porque ela deve continuar minúscula. Mais ainda, poderá passar por nova redução este ano, caso a Selic deslize para os 5,0% ao ano, de acordo com as previsões de analistas do mercado financeiro e sinalização do próprio Banco Central.  Se isso se confirmar, o rendimento da poupança poderá derreter para 3,5% ao ano ou 0,29% ao mês.

O novo rendimento da caderneta, de 0,32% ao mês, começou a valer no dia 19 de setembro e será creditado às contas a partir de 19 de outubro, sempre de acordo com a data de aniversário da aplicação. Vai permanecer nesse nível pelo menos até o dia 30 de outubro, quando o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), volta a se reunir para reavaliar e definir em que nível ficará a Selic.

Ainda que esteja achatada, a questão que se coloca é se a remuneração será capaz ou não de proteger o capital aplicado das perdas para a inflação. Para melhor compreensão de reposição ou não do que foi engolido pela inflação, vale um exemplo.

Pelo atual nível de remuneração, uma aplicação de R$ 100 mil renderia R$ 320,00 no mês, e considerando a alta dos preços de 0,11%, como foi a de agosto, a perda do poder aquisitivo desse dinheiro seria de R$ 110,00 no mesmo período. Nessas circunstâncias, o rendimento da caderneta seria positivo, com uma parcela de ganho real de R$ 210,00.

No entanto, para que haja proteção do dinheiro seria preciso que a inflação mensal fique sempre abaixo dos 0,32%, enquanto a Selic permanecer em 5,50% ao ano, condição imprevisível, embora as perspectivas sejam de preços comportados em consequência do orçamento apertado das famílias e da queda do consumo.

Mas o que fazer diante dessas novas condições do mercado de renda fixa? Será preciso um planejamento do investidor para separar os recursos que podem ficar empregados por prazos mais longos, a partir de 12 meses, daqueles que serão usados no acerto de compromissos a cada mês. Para essa parcela que necessita de liquidez, a caderneta se apresenta como opção, ainda que com baixa rentabilidade. Sem dúvida, é melhor do que deixar o dinheiro mofando em conta corrente ou em casa, com o agravante de segurança nessa última opção.

É verdade que alguns papeis de renda fixa podem render mais desde que o dinheiro fique empregado por no mínimo um ano. Opção contraindicada para o dinheiro que precisará ficar mais à mão. Esses mesmos papeis podem permitir resgate em períodos menores de tempo, mas nesse caso a rentabilidade será proporcional, com o desconto do imposto de renda e, se inferior a um mês, também do Imposto sobre Operações Financeiras IOF. No fim, feitos esses descontos, a remuneração oferecida pelos papeis poderá perder para a da caderneta.

Além da isenção de taxas e impostos, outro ponto que pode contar a favor da poupança é sua facilidade de administração, depósitos e cálculo do rendimento. Caso não seja feito nenhum saque entre um mês e outro, os 0,32% serão aplicados sobre o saldo existente em cada data-base, a de vencimento da conta. Se houver saque, então o rendimento será calculado sobre o menor saldo.  Além disso, a caderneta aceita o dinheiro mais picado, com valores modestos é possível abrir uma poupança.

 

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