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há 2 dias por Regina Pitoscia

Rendimento da caderneta pode cair para 0,36% ao mês

A caderneta vem pagando desde o dia 22 de março um rendimento de 0,37% ao mês, o que equivale a 4,55% no período de um ano. E esse será o retorno ao investidor, pelo menos, até o dia 16 de maio, quando haverá nova reunião do Comitê Política Monetária (Copom) para definir em que nível será fixada a taxa básica da economia, a Selic.

Caso haja nova redução, possibilidade já sinalizada pelo Banco Central, a remuneração da poupança poderá emagrecer um pouco mais, já que corresponde a 70% da taxa Selic. Supondo que o juro básico caia dos atuais 6,5% para 6,25% ao ano, o rendimento a ser creditado ao aplicador em caderneta passará a ser de 4,38% ao ano ou 0,357% ao mês, ou 0,36% em arredondamento decimal. Mesmo nesses níveis, o rendimento será positivo se comparado à inflação acumulada em 12 meses, que vem se situando abaixo de 3% ao ano.

A questão é que para o investidor que não abre mão da segurança da renda fixa, não há muito para onde correr. O rendimento vem se apresentando raquítico também para outras aplicações em renda fixa, especialmente quando o prazo para o dinheiro ficar mais empregado é mais curto.

No entanto, para quem sabe que não vai precisar dos recursos pelo prazo de um ano ou mais, há outras opções mais interessantes no mercado.

Para o prazo de um ano, por exemplo, é possível obter um rendimento mais gordo em CDBs, papeis emitidos por bancos de segunda linha.

Na plataforma de investimentos da Rico Corretora – www.rico.com.vc – estão sendo oferecidos CDB do Banco Semear com um rendimento líquido (depois do desconto do imposto de renda), de 6,06% ao ano, para o período de 12 meses, e CDB do Banco Novo com rendimento de 6,17% ao ano. Em ambos os exemplos, o rendimento supera em mais de 30% o da caderneta, de 4,55% ao ano.

Esses bancos menores, chamados de segunda linha, não dispõem de uma grande rede para captação desses recursos nem a grife das maiores instituições financeiras e, por isso, oferecem uma taxa de juro maior para atrair o investidor.

Para o prazo de dois anos, na mesma plataforma, aparecem os títulos do Tesouro como mais rentáveis do que a poupança. Para uma aplicação de R$ 10 mil, por dois anos, o rendimento na poupança seria de R$ 930,70; de um Título IPCA 2035, de R$ 1.224,51 (32% superior ao da poupança); de um Título Prefixado 2025, de R$ 1.570,60 (69% superior ao da poupança).

Captação positiva

Após dois meses seguidos de retiradas, a caderneta de poupança voltou a ter captação positiva (volume de depósitos superior ao de saques) em março. Dados do Banco Central apontam que no mês passado houve um saldo líquido (apurado pela diferença entre entradas e saídas de recursos) de R$ 3,977 bilhões.

 

 

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