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há 2 dias por Economia Nota 10

A Selic caiu, mas os juros do crédito não

Em janeiro deste ano, a taxa básica da economia, a Selic, estava em 13% ao ano. De lá para cá caiu e está em 8,25% ao ano, com uma redução de 4,75 pontos porcentuais. Essa é a taxa praticada nas operações entre as instituições financeiras que serve também como referência para as demais transações do mercado, seja em aplicações, seja no crédito.

Era natural, portanto, que houvesse uma calibrada das taxas em todas as operações que envolvem juros. Na ponta da remuneração das aplicações em renda fixa, aquilo que é pago ao investidor, o corte acompanhou a queda da Selic e rapidamente. Já nas operações de crédito, aquilo que é cobrado do consumidor, não se pode dizer a mesma coisa.

Por mais que a redução dos juros seja alardeada pelas autoridades econômicas de plantão, vamos a alguns números publicados no site do Banco Central na segunda quinzena de janeiro de 2017.

No cheque especial, o Banco do Brasil cobrava uma taxa de 12,13% ao mês, e hoje cobra 12,45%. A Caixa cobrava 12,16% ao mês, hoje, 12,48%. O Bradesco cobrava 12,34% ao mês, hoje, 12,21%. O Itaú cobrava 12,99% ao mês, hoje, 12,56%. E o Santander cobrava 15,15% ao mês, hoje, 14,75%. Quer dizer, as taxas não saíram do lugar e, em alguns casos, até subiram!

A situação não é diferente para o crédito pessoal. Em janeiro, nos cinco maiores bancos do País, as taxas variavam de 4,38% a 6,53% ao mês e hoje elas vão de 3,81% a 5,94% ao mês, na semana de 15 a 21 de setembro.

No rotativo do cartão, mesmo considerando as mudanças ocorridas no sistema de pagamento, as taxas continuar proibitivas para quem já está enforcado com as faturas do cartão. No Bradesco elas superam a casa dos 20% ao mês ou 794% ao ano; no Santander, estão em 18,20% ao mês ou 644% ao ano.

Que não haja ilusões, as taxas no crédito continuam pesadas e impedindo que o consumidor tenha algum oxigênio para colocar suas contas em dia e voltar a consumir, até mesmo esse crédito que é oferecido pelos bancos.

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