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há 2 dias por Regina Pitoscia

Selic vai para 6% ao ano, será que taxas do crédito vão cair?

Na mesma semana em que o Banco Central baixou o juro básico da economia de 6,5% para 6,0% ao ano, Caixa, Banco do Brasil e Itaú também anunciaram corte em suas taxas no crédito, a exemplo do que já ocorreu em outros momentos de recuo da Selic.

Na Caixa, os juros mais baixos já estão valendo desde o dia 1º de agosto. Na segunda semana de julho, a sua taxa no cheque especial estava em 11,98% ao mês ou 289% ao ano, como você pode conferir na tabela a seguir, e com a redução anunciada ela deve passar para 9,99% ao mês ou 214% ao ano. No crédito pessoal, a taxa estava em 4,34% e deve ser cobrada a partir de um nível de 3,99% ao mês, isso porque ela pode ser mais alta dependendo do perfil de crédito do interessado. Para correntistas que recebem salário na própria Caixa, a taxa deve ser ainda mais baixa, de 2,29% ao mês.

O Banco do Brasil anunciou uma queda das taxas no crédito imobiliário, de 8,49% para 8,29% ao ano, e no cheque especial, em que a taxa mínima cai de 1,99% ao mês para 1,95%. Seria conveniente saber exatamente qual o correntista terá direito a essa taxa, porque a cobrada em julho pelo Banco  que vai publicada no site do Banco Central estava em 12,22% ao mês. A taxa mais baixa vai valer a partir deste dia 5 de agosto.

O Itaú anunciou que vai repassar corte idêntico da Selic, de 0,5 ponto porcentual em sua taxa de empréstimo pessoal. Na prática, sua taxa que estava em 4,34% ao mês em julho deve cair para 4,30% ao mês também a partir desta segunda-feira, dia 5 de agosto.

Sempre que os bancos fazem esse movimento de diminuição dos juros para demonstrar que estão seguindo a queda do juro básico do mercado, a sensação que fica é que tudo não passa de uma jogada de marketing.  Afinal, em outubro de 2016 a Selic estava em 14% ao ano e em julho deste ano, em 6,50% ao ano, e mesmo com essa redução de 7,5 pontos porcentuais, nesse período todo, os juros no cheque especial dos cinco maiores bancos do País não saíram do lugar e parecem engessados em torno de 12% ao ano. Portanto, a conferir mais esse anúncio de redução dos juros no crédito feito pelos bancos para ver se de fato ela chega ao bolso do consumidor.

Pesquisa semanal

Nas três versões do consignado, para aposentados, para servidores públicos e empregados da iniciativa privada, os juros variaram de 1,54% (Caixa) a 2,98% ao mês (Itaú), com estabilidade em relação à semana anterior.

No crédito pessoal, os juros ficaram entre 3,89% (BB) e 5,19% ao mês (Bradesco), com estabilidade em relação à semana anterior. No cheque especial, as taxas ficaram entre 11,98% na Caixa e 14,81% ao mês no Santander, com estabilidade em relação ao período anterior.

No rotativo do cartão de crédito, os juros ficaram entre 8,85% ao mês, ou 177% ao ano, no Banco do Brasil, e 11,91% ao mês, ou 286% ao ano, no Santander. As taxas ficaram estáveis em relação à semana anterior. As taxas do Itaú cobradas dos correntistas no rotativo do cartão passaram a ter como referência as do Banco Itaucard.

No financiamento de veículos, os juros ficaram entre 1,33% (Bradesco) e 1,75% ao mês (Caixa), com estabilidade em relação ao período anterior. Já no Crédito Direto ao Consumidor para a compra de outros bens, o juro ficou entre 1,04% (Santander) e 3,77% (BB) ao mês, também com estabilidade em relação ao período anterior.

Os mais altos

Entre os destaques sobre o crédito mais caro, a taxa mais alta do cheque especial é a do Santander, de 14,81% ao mês ou 425% ao ano. Com estabilidade em relação ao período anterior.

No rotativo regular do cartão de crédito, em que o consumidor paga o valor mínimo exigido de 15% do total da fatura, o juro mais alto é o do Santander, de 11,56% ao mês ou 273% ao ano, com ligeira alta em relação à semana anterior.

No rotativo não regular, quando o devedor não consegue pagar nem o mínimo de 15%, o juro mais alto também é do Santander, de 11,91% ao mês ou 283% ao ano, com estabilidade em relação à semana anterior.

No crédito consignado, os juros mais altos são cobrados pelo Itaú na modalidade ao servidor público, de 2,08% ao mês ou 28% ao ano; ao empregado do setor privado, com juros de 2,94% ao mês ou 42% ao ano, e também ao aposentado, com juros de 1,94% ao mês ou 26% ao ano. Essas taxas ficaram praticamente nos mesmos níveis em relação ao período anterior nas três modalidades.

No crédito pessoal, a taxa mais alta continua sendo a do Bradesco, de 5,19% ao mês ou 84% ao ano, com ligeira alta em relação ao período anterior. No financiamento de veículos, a taxa mais alta é a da Caixa, de 1,75% ao mês ou 23% ao ano. No crédito direto ao consumidor (CDC), o juro mais alto é o do Banco do Brasil, de 3,77% ao mês ou 56% ao ano.

Juros mais camaradas

O Bradesco tem o juro mais baixo no rotativo não regular do cartão, no financiamento de carro e no crédito consignado ao aposentado. O Banco do Brasil tem os juros mais baixos no crédito pessoal e no consignado aos empregados do setor privado; a Caixa, no cheque especial e no consignado aos funcionários públicos; e o Santander no crédito direto ao consumidor.

Confira os juros em cada linha de crédito, praticados no período de 12 a 18 de julho, nos cinco maiores bancos do País:

Taxas ao ano

Rotativo regular do cartão  

Santander               272%

Bradesco                 210%

Itaú                          196%

Caixa                        190%

Banco do Brasil      177%

Rotativo não regular do cartão=

Banco

Santander                286%

Itaú                            255%

Caixa                         254%

Banco do Brasil       226%

Bradesco                     87%

 

Cheque especial

Banco

Santander                  425%

Itaú                              308%

Bradesco                     299%

Banco do Brasil          299%

Caixa                            289%

Crédito Pessoal

Banco

Bradesco                       84%

Santander                     69%

Caixa                              67%

Itaú                                66%

Banco do Brasil            58%

Consignado/aposentado

Banco

Itaú                                  26%

Banco do Brasil              26%

Santander                       25%

Caixa                                22%

Bradesco                         22%

Consignado/servidor

Banco

Itaú                                   28%

Santander                        21%

Bradesco                          20%

Banco do Brasil               19%

Caixa                                 18%

Consignado/setor privado

Banco

Itaú                                    42%

Santander                         32%

Caixa                                  30%

Bradesco                           29%

Banco do Brasil                28%

Financiamento de veículo

Banco

Caixa                                   23%

Banco do Brasil                 21%

Santander                          20%

Itaú                                      19%

Bradesco                             17%

Crédito ao consumidor

Banco

Banco do Brasil                   56%

Caixa                                     37%

Bradesco                              21%

Santander                            13%

Fonte: Banco Central

 

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