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há 2 dias por Regina Pitoscia

Taxa de juro pode cair para 9,25%

Amanhã, quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), decidirá o tamanho do corte no juro básico à luz da rápida trajetória de queda da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Todos os prognósticos, de analistas e economistas do mercado financeiro, levam à aposta de que a taxa básica de juros, a Selic, deslizará à casa de um dígito, quer dizer, abaixo de 10%, pela primeira vez desde novembro de 2013. A aposta é pela redução de um ponto porcentual do juro básico, de 10,25% ao ano para 9,25%.

Com a inflação despencando, o BC precisa acelerar o corte da taxa nominal de juro para não esticar demasiadamente o juro real (a diferença ou a distância que separa o juro nominal da inflação). A taxa Selic estimada para o fim do ano está em 8%, que para alguns poderá ser menor – o que sugere que, mesmo após o provável corte de um ponto, o juro básico teria espaço para novas reduções nas reuniões seguintes do Copom até o encerramento de 2017.

Duplo efeito

O ciclo de cortes da Selic, iniciado em outubro de 2016, que podou quatro pontos porcentuais o juro básico, de 14,25% ao ano para 10,25%, do momento, chegou de forma distinta ao bolso das pessoas. Nas aplicações financeiras, remuneradas por taxas de juro, o investidor já convive há meses com um rendimento nominal mais baixo.

Aplicações como fundos de investimento, CDB e títulos do Tesouro Direto passaram a render menos, com o alinhamento do juro de mercado à Selic mais baixa, mas continuam proporcionando margem real de ganho ao investidor, porque a inflação está rodando em patamar mais baixo.

No fim das contas, com a combinação de juro menor e inflação em queda,  o aplicador está apropriando ganho real mais atraente ou incorporando maior fatia de poder aquisitivo ao dinheiro investido.

Na prática, é esse aumento do poder de compra que conta, embora, investidores prisioneiros da memória inflacionária ainda olhem para o juro nominal para avaliar a atratividade das aplicações.

Crédito ainda salgado

A redução da Selic, que fez encolher rapidamente o rendimento no mercado de renda fixa, não foi sentida ainda como alívio pelos consumidores no segmento de crédito. As taxas têm passado por redução em todas as linhas, mas permanecem em níveis tão elevados que continuam incompatíveis com o cacife financeiro de quem precisa de financiamento.

O corte do juro básico –  uma taxa de referência da qual derivam os demais juros da economia – é condição necessária, mas não suficiente, segundo especialistas, para uma redução mais forte dos custos do crédito.

Ela depende também da melhora geral da economia, com a retomada do crescimento, da criação de emprego e aumento de renda, além da redução do endividamento das famílias, dentre outros fatores.

Por tudo isso, o cenário de Selic mais baixa, por si só, está longe de ser motivo para animar quem precisa de crédito. Quem não tiver como evitar deve procurar as linhas mais baratas, como a do empréstimo consignado.

Por enquanto, os custos continuam muito altos, as incertezas são grandes, principalmente com as eleições do próximo ano, e os sinais de recuperação da economia ainda bastante frágeis. Um cenário que está mais para desalento e de redobrada cautela do que para animação do consumidor.

 

 

 

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