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há 2 dias por Regina Pitoscia

Taxas do crédito rotativo do cartão estão unificadas

Desde o início de junho estão valendo as novas regras para o financiamento de gastos com o cartão de crédito. As taxas de juros aplicadas no rotativo devem ser as mesmas para quem paga a parcela mínima do saldo devedor ou para quem nem isso consegue saldar em determinado mês. Nos dois casos, no entanto, as taxas são aplicadas por apenas por 30 dias, porque automaticamente a dívida será refinanciada em uma linha chamada de parcelado migrado, em que as prestações e os juros são pré-fixados.

Ainda que a mudança de unificação das taxas resulte em queda dos juros, entrar no rotativo pode pesar no bolso de qualquer consumidor, ainda em torno de 10% ao mês. Uma despesa de R$ 3 mil cresce R$ 300 reais em um mês apenas para pagamento de juros, uma de R$ 5 mil cresce R$ 500 reais, e assim por diante,

O ideal continua sendo usar o cartão dentro da capacidade de pagamento a cada mês, quitando sempre o valor integral da fatura na data de vencimento. Dessa forma, o usuário acaba ganhando prazo de até 30 dias para quitar suas despesas pelo mesmo valor e beneficiando-se de programas de vantagens oferecidos pelas administradoras, com o acúmulo de pontos.

Cobertura do cartão

Você sabe com quais despesas o cartão vem sendo mais usado pelos consumidores? Uma pesquisa realizada pela plataforma de empréstimos online Just, em maio, mostrou que a maior parte, 30%, referem-se a compras. Despesas com o mercado ficou em segundo lugar e também foi o responsável por boa parte de gastos no cartão: 20,7%. Na terceira posição ficaram os gastos com bar/restaurante, seguidos pelas despesas com transportes, viagens e saúde.

Do total de gastos feitos pelos usuários, o cartão correspondeu a 37,8% no mês de maio. “Indicamos que cerca de 35% da renda seja destinada a estilo de vida, viagens, saídas, entre outros”, alerta o diretor da plataforma de empréstimos online Just, Bruno Poljokan. Para ele, “com um comprometimento tão alto do cartão, geralmente associado a coisas supérfluas, o consumidor deve ter o cuidado de não se enrolar no pagamento”.

Outra categoria de destaque foi bar e restaurantes. “Caso a pessoa vá assistir aos jogos da Copa fora de casa e do trabalho, a tendência é que a categoria aumente a participação no orçamento nesses próximos dois meses”, diz.

O cartão de crédito traz algumas vantagens em alguns sentidos: unifica diversos gastos, concentra o pagamento numa mesma data, oferece benefícios como pontuação e milhas, entre outras coisas. O problema ocorre quando há um comprometimento muito elevado e a fatura não pode ser paga.

A conta tende a ficar muito alta, por exemplo, se a pessoa não tiver o hábito de anotar ou acompanhar numa planilha qual o tamanho da próxima fatura. Outro problema ocorre se há um acúmulo de parcelas. “Nossa orientação é a de que a pessoa parcele o mínimo possível, porque a cada parcelamento novo ela na verdade está diminuindo seu poder de compra” recomenda Poljokan. “O ideal é parcelar apenas o que é necessário, e o que não é possível pagar à vista”.

O diretor separou algumas dicas para o uso do cartão de crédito:

Cuidado com as parcelas. Indicamos que as parcelas somem no máximo 5% da renda do consumidor. Assim, se a renda mensal é de R$ 2 mil, a parcela devida no cartão deveria ser de R$ 100.

Cartão não é renda. Assim como o cheque especial, algumas pessoas encaram o limite do cartão de crédito como uma renda. Na verdade, tudo o que for gasto deverá ser pago. Então, cuidado!

Não pague o mínimo. Quando veem que é possível parcelar o pagamento da fatura, alguns não se atentam que há cobrança de juros (muito altos, por sinal). Pague sempre o total da fatura.

Se proteja da bola de neve. Se ver que não vai conseguir pagar a fatura por completo, busque uma solução antecipadamente, como corte de gastos se a dívida for baixa ou um empréstimo consignado ou online, duas modalidades de crédito baratas. Não espere ser atropelado pelos juros para tomar uma atitude.

Não demore para tomar uma atitude. Cada mês no cartão de crédito representa mais juros. Então, aja o quanto antes. O melhor é buscar saídas até antes de atrasar o pagamento da fatura, mas se já entrou no rotativo também aja muito rápido para sair dele.

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