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há 2 dias por Regina Pitoscia

Tensão político-eleitoral tende a dar fôlego ao dólar

Em um ambiente que traz de volta à memória, de certa forma, o clima de instabilidade dos anos 1980/1990, o mercado de dólar passou a acolher investidores à procura de refúgio para seu dinheiro diante do aumento das incertezas político-eleitorais.

Insegurança relacionada especialmente com os desdobramentos que virão na esteira da prisão do ex-presidente Lula, na Polícia Federal de Curitiba, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do apartamento tríplex, no Guarujá.

O clima de tensão política é latente e nesse ambiente a preocupação com os rumos do processo político ganha força nos mercados. Principalmente nos segmentos de renda variável, que reagem como sempre reagiram nessas horas: queda das ações e aceleração do dólar.

Decididamente, esses mercados parecem ter ingressado de vez no cenário de turbulência eleitoral, em que as chances de vitória de um ou outro candidato com seu respectivo programa de governo passam a figurar no centro das atenções e das decisões dos investidores.

No caso do mercado de dólar, embora a ordem de prisão contra o ex-presidente petista coloque o risco Lula mais distante no processo eleitoral em curso, as cotações só subiram ao longo da semana, acumulando alta superior a 2% no período.

Tradicionalmente, o mercado de dólar serve de refúgio e proteção para  o dinheiro em momentos de incertezas político-econômicas, uma procura que leva à valorização da moeda americana.

Circulam palpites entre analistas e economistas de que, dependendo do perfil de candidato com maior chance de vitória na eleição presidencial de outubro, o dólar poderia chegar a R$ 3,50 e eventualmente, no pior dos cenários, a R$ 4 ou pouco mais.

Nem por isso, contudo, dá para apostar em uma valorização linear ou contínua do dólar rumo a essas cotações, ainda que a prisão de Lula adicione um tempero mais de tensão à crise política .

E tampouco em um esticão mais forte. Com um estoque de reservas em dólar de cerca de US$ 380 bilhões, o Banco Central tem poder de fogo para conter uma disparada mais forte da moeda americana, com reflexos nocivos à economia e à inflação.

Especialistas comentam que, diante da perspectiva de maior mobilidade das cotações, a aplicação de parte, não mais que 20%, dos recursos por meio de fundos cambiais poderia proporcionar um rendimento diferenciado e mais atraente ao investidor.

Para quem precisa de dólar para viagem futura, a dica continua sendo a compra picada, em pequenos lotes, de moeda americana, aproveitando o momento de recuo das cotações. A explicação é que essa estratégia possibilitaria a formação de um estoque de dólares por cotação média inferior à corrente no mercado.

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