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há 2 dias por Regina Pitoscia

Tudo o que vai mudar no cheque especial a partir deste mês

Julho começa com novidades no cheque especial. Por pressão do Banco Central, os bancos elaboraram novas regras que possam diminuir o nível de endividamento e inadimplência nessa linha de crédito, uma das mais caras do mercado.

Novo crédito

Diferentemente do que vinha acontecendo, os bancos devem ter sempre disponível na prateleira uma modalidade de crédito para seus clientes para o parcelamento do saldo devedor, com juros mais baixos do que os do cheque especial. Além disso, sempre que o correntista avançar além de 15% do seu limite, em um período de 30 dias consecutivos, o próprio banco deve agir proativamente.

Quer dizer, por meio de seus canais de relacionamento, deverá avisá-lo de que há outro tipo de crédito disponível para ser acionado, além de alertá-lo que o cheque especial deve ser utilizado em situações emergenciais e temporárias.

O consumidor não é obrigado a aceitá-lo, será opcional. Mas caso não tome nenhuma iniciativa e permaneça no vermelho do cheque especial, receberá novo aviso no prazo de 30 dias. Mais do que ter esses mecanismos de aviso e oferta de crédito com taxas mais baixas, é preciso tomar mais consciência dos usos adequados do cheque especial.

Como é um crédito fácil, não depende de autorização do banco nem do gerente, é automático e sem exigências de garantia, o cheque especial acaba sendo muito caro. Permanecer nele indefinidamente é entrar em um atoleiro de dívidas. Por mais de um ano, os juros do cheque especial mantiveram-se em 12% ao mês, o que levava ao uso de R$ 1 mil, por exemplo, a uma despesa de R$ 120 reais, em apenas um mês e só para o pagamento de juros.

Com as novas condições, e a oferta de um novo crédito para parcelamento do saldo devedor, a mudança de dívida tende a acontecer rapidamente. Mas é importante que ao fazer isso, o correntista também se programe, faça um planejamento, verifique onde é possível fazer corte de gastos para ir acertando seus compromissos. Renegociar o saldo devedor do cheque especial repetidas vezes também oferece o risco de vai levar o correntista a se atrapalhar com as finanças.

Caso o correntista aceite o parcelamento do saldo devedor, ficará a critério do banco rever as condições da concessão de crédito pelo cheque especial. O limite concedido nessa linha de financiamento inicialmente poderá ser mantido ou reduzido. Tudo vai depender de análise do seu perfil de crédito, porque novas condições poderão ser impostas para uso da parcela que ficará livre dentro do teto da conta, aquela que não tenha entrado no parcelamento.

Mais transparência

Consolidadas no Normativo de Uso Consciente do Cheque Especial – 019/2018 – do Sistema de Autorregulação Bancária (SARB), as novas normas também exigem mais transparência. O valor do limite de crédito do cheque especial disponível para utilização deverá ser informado separadamente nos extratos de forma clara, de modo a não ser confundido com o saldo normal da conta corrente. As informações sobre a contratação e o grau de comprometimento dos recursos pelo consumidor também devem ser apresentadas de forma detalhada ao cliente.

“As novas regras para o cheque especial fazem parte do compromisso dos bancos em melhorar o ambiente de crédito, facilitar a redução dos spreads bancários e em orientar o consumidor sobre o uso adequado de produtos e serviços”, afirma Murilo Portugal, presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

A medida tende a ser mesmo positiva, desde que o consumidor se organize e encontre outras formas de ir colocando suas finanças em dia para sair da areia movediça do cheque especial.

 

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