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há 2 dias por Economia Nota 10

Vai aproveitar liquidações de inverno?

As vitrines já começam a se vestir com as cores e os modelos da nova estação, a primavera-verão. É momento em que as lojas fazem promoções das peças de inverno que restaram para abrir espaço para a coleção de época que chega. Para o consumidor, essa troca pode ser bom momento para comprar produtos de alta qualidade com preços camaradas.

Peças clássicas e tradicionais que nunca saem da moda, como botas de couro, casacos, blazers, adquiridas em liquidações poderão reforçar o guarda-roupa para futuros e seguidos invernos. Aproveitar essas ofertas e descontos é uma forma de gastar bem e valorizar seu dinheiro.

Mas não basta considerar apenas esses fatores ao sair às compras. Há outras questões a ser colocadas em jogo, tão importantes quanto a de economizar com algo desejado. O consumo consciente está cada vez mais na moda e por ele deve-se evitar o desperdício, rever as necessidades e hábitos. Comprar por impulso apenas porque o preço está baixo nem sempre é um bom negócio, encher o armário com produtos que você não precisa e nem vai usar é atraso de vida.

Em relação ao aspecto financeiro, é preciso certificar-se de que as despesas com as compras cabem de forma confortável em seu bolso. Ou você terá de se apertar no pagamento de outras contas? Terá de fazer dívida, entrar no cheque especial ou no rotativo do cartão? Em caso afirmativo, desista da compra, ainda que esteja querendo muito o produto em questão.

Se a decisão for mesmo a de aproveitar os descontos, então convém avaliar se a peça em questão vai combinar com o que você já tem no armário, tenha uma ideia do que vai comprar, pesquise os preços e condições pela internet, antes de sair de casa. É uma forma de saber se a promoção é para valer ou não. E não deixe de se informar sobre as condições de troca dos produtos que estão na liquidação.

Desapega

O tema do consumo consciente ganhou tamanha relevância que há consultorias especializadas na orientação ao consumidor. É o caso da escola francesa de consultoria de imagem Ecole Superieure de Relooking. Segundo sua diretora, Vandressa Pretto, a maioria das pessoas usa apenas a metade das roupas que possui, resultado de compras impulsivas de peças que estão na moda, cores chamativas que não combinam com o estilo de vida ou tipo físico da pessoa, além das oscilações de peso: “Sempre achamos que iremos emagrecer e voltar a caber naquela roupa”.

A consultora também destaca que não são apenas as roupas, sapatos e bolsas costumam, em geral, sobrecarregar os armários, mas o mesmo acontece em toda parte da casa. “Já reparou em quantas panelas, vasilhas, perfumes, produtos de beleza, aparelhos tecnológicos, capinhas de celular, brinquedos e adereços de decoração acumulamos ao longo da vida?” Para ela, é preciso se questionar se tudo isso é indispensável.

No mundo todo, a proposta é adotar um estilo de vida mais equilibrado, sem consumo exagerado. A especialista explica que é cada vez mais comum pessoas que se propõem a ficar um ano sem comprar nenhuma peça de roupa, ou que evitam compras gigantescas no supermercado para evitar o desperdício, e adotam marcas de produtos de beleza que estimulam atitudes conscientes, como trocar refis, economizando gastos com embalagens.

Dicas sobre moda

Na moda, a orientação dela é para escolher uma peça de qualidade com um valor mais acessível, isso é preferível a “atirar” para todos os lados: “O importante é escolher bem o tecido, caimento e o corte, pois visualmente isso faz toda a diferença em uma peça, e muda completamente o seu aspecto não importando o quanto ela tenha custado”.

Além disso, a preferência deve recair sobre peças versáteis e básicas que combinem entre si. A profissional lembra que é preciso exercer a criatividade e tirar um tempo, uma vez por semana, por exemplo, para se dedicar a pensar diferente a forma de usar suas roupas. “As pessoas costumam sempre fazer as mesmas combinações e isso aumenta a sensação de ter pouca roupa ou estar sempre com as mesmas peças”, afirma ela.

Ao se deparar com uma peça desejada, experimente e não compre na hora, antes de tudo verifique quais peças já existem no guarda-roupa que possam substituir tranquilamente aquela novidade.

Outra opção é reformar ou pensar em uma combinação diferente com a peça dando um toque de estilo, atitude fundamental para torna-la útil. “Às vezes temos um vestido que foi usado no ano novo, por exemplo, mas quando colocado com calçado informal e jaqueta no dia a dia funciona muito bem”, lembra Vandressa.

Limpar o armário

A consultora também dá algumas dicas para se livrar de algumas roupas que estão enchendo as prateleiras.

– ao provar a peça, ver se ela realmente veste bem o seu corpo. Caso a resposta seja negativa e não valha a pena reformar, ela pode ser descartada;

– se você não usou a peça há mais de seis meses, ou nessa estação, está aí uma candidata para ser passada para frente

– uma peça que não é tão versátil, com a qual consigo montar apenas um ou dois looks que não são muito usáveis na sua rotina, também deve ser repensada;

– a peça está surrada, muito gasta e velhinha? Por mais amor que tenha a ela, desapegue;

– a peça que quando usada recebe olhares ou feedbacks negativos, mesmo que em forma de piadinha, pode ser repensada.

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