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há 2 dias por Economia Nota 10

Vai comemorar o Dia das Crianças?

Mesmo depois de passar anos seguidos de crise financeira, tem gente que parece não conseguir assimilar as amargas lições do endividamento. Várias pesquisas realizadas sobre a intenção de compras para o dia das crianças mostram que a maior parte dos brasileiros vai gastar com presentes.

Em uma delas, a do SPC-Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e Confederação Nacional dos Lojistas mostra que 75% dos consumidores vão presentear as crianças. Até aí, nada demais. A questão é que desse total 27% já estão com uma conta atrasada e, pior ainda, 25%  com o nome sujo na praça.

Quem não consegue manter as contas em dia ou já foi até negativado por não ter honrado com seus compromissos deveria ter como objetivo principal equilibrar suas finanças. Não se questiona a atitude de presentear e fazer o gosto de um filho. Principalmente se a criança apresenta um bom desempenho na escola, ajuda em casa e assim por diante. Mas nada disso justifica gastar mais do que o bolso permite e piorar a situação. A maior prejudicada será a própria família.

Por isso, desde cedo convém deixar claro que presentes estão limitados à capacidade financeira dos pais. É um equívoco assumir dívidas para comprar o que as crianças querem. Então, nada de entrar no rotativo do cartão, no limite do cheque especial, ou fazer empréstimo para comprar os presentes. Nesses momentos, os pais não devem se sentir culpados em não poder comprar aquilo que as crianças pedem ou desejam.

A educação financeira

Vale a pena, e é importante, explicar para os pequenos que o dinheiro está curto. Esclarecendo ainda questões como de onde ele vem, quanto custa ganhar, se a família pode ou não gastar. A passagem do Dia das Crianças pode ser boa oportunidade para que os pequenos aprendam mais sobre as relações com o dinheiro e com o consumo. O mesmo jogo franco e aberto é válido para outras datas festivas, como o Natal ou aniversário.

Incentivar os filhos a conquistar o que desejam é uma forma de educá-los para lidar com expectativas e frustrações, mas acima de tudo lutar pelos próprios objetivos. Quando pede algo que está fora das possibilidades da família, a criança pode ser estimulada a guardar em um cofrinho tudo o que ganhar dos pais, tios, avós e padrinhos, para juntar o necessário e fazer a compra. É um tipo de procedimento que passará a ela noções de planejamento, fundamental para que mais tarde saiba controlar suas finanças.

Mas a falta de dinheiro não significa que se tenha de passar o Dia das Crianças em branco. Há opções de programas gratuitos, atividades e passeios ao ar livre. Aí contam mais a criatividade e a disposição de cada um. Que tal um piquenique em parques ou mesmo em praças? Ler histórias, brincar, cozinhar juntos, tudo isso, além de sair mais em conta, pode deixar a garotada satisfeita. A demonstração de atenção e carinho pesa muito nesses momentos.

E as compras?

Os pais que estão com o orçamento controlado e decidiram presentear seus filhos devem tomar ainda algumas providências para economizar. O primeiro passo é a definição do presente, algo que venha agradar à criança ou atender a uma necessidade dela.

A mesma pesquisa do SPC-Brasil revela que os brinquedos são os preferidos. Bonecos e bonecas aparecem na primeira colocação com 31% das intenções de compra, aviões e carrinhos, 9%, jogos educativos e tabuleiro, 8%, bicicleta, skate e patinete, 5%. Roupas e calçados estão bem colocados com 22%, já presente mais caros como videogames, por exemplo, estão na lista de apenas 2% dos entrevistados.

Quando a escolha recair sobre brinquedos, a dica do advogado, especializado em direito do Consumidor, Rafael De Angelis, é para observar as embalagens, que devem trazer informações importantes sobre o produto. Entre elas a faixa etária e os selos de certificação que comprovam que as regras do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) foram seguidas corretamente pelo fabricante.

Ter ideia do que comprar é meio caminho andado. Depois disso, é indispensável também uma pesquisa de preços. Ainda que a compra seja feita em loja física, vale a pena verificar os preços antes de sair de casa, pela internet. Esse comportamento já vem sendo adotado pela grande maioria dos consumidores: 77% afirmaram que vão comparar os preços, seja diretamente nas lojas (66%), seja pela internet (12%).

E quanto antes isso for feito, melhor. As compras de última hora nem sempre dão certo. Fica mais difícil encontrar o que você está procurando e, na correria, corre-se o risco de comprar qualquer coisa e pagar mais caro. Leve em conta a manutenção do produto, alguns exigem pilhas e baterias para funcionar e isso pode acabar ficando mais caro que o próprio presente.

Os comerciantes não são obrigados a trocar a mercadoria, a menos que apresente algum defeito. Informe-se antes sobre as condições de substituição de produtos na loja.

O estudo mostrou também que o consumidor deve desembolsar R$ 194 com os presentes, na média. A maioria (61%) pretende pagar à vista e o cartão de crédito será usado por 44% dos consultados. Um dado curioso é que 26% declararam que pretendem comprar em lojas de rua e 23% em shoppings centers. A busca por preços mais atrativos, encontrados em centros comerciais e populares como a rua 25 de Março, em São Paulo, pode explicar essa preferência.

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