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há 2 dias por Regina Pitoscia

Vantagens oferecidas pelas fintechs a quem usa cartão de crédito

Também no segmento de cartões de crédito, as fintechs estão beneficiando o consumidor final. Essas plataformas tecnológicas, que oferecem diversos serviços financeiros, estão barateando o custo de manutenção de um cartão, além de oferecer benefícios, agilizar e desburocratizar os processos.

Muita gente fica com um pé atrás em trocar o banco tradicional em que tem conta há anos por uma instituição que nem sequer tem uma agência física, mas que oferece contato inteiramente virtual, pela internet. Só que “no caso de uso de um cartão de crédito quem assume o risco de emprestar o dinheiro é a instituição financeira e não o cliente”, pontua o CEO do site ComparaOline (www.comparaonline.com.br), Paulo Marchetti.

Esse site, que relaciona e compara diferentes opções de crédito e seguro, traz as condições de 400 cartões de crédito e entre eles há seis opções que não cobram anuidade: o do Nubank, Cartão Neon, Cartão Free do Banco Original, Cartão Inter, Credicard Zero e Santander Free. É uma estratégia para atrair e reter cliente, diante da acirrada concorrência do setor.

Como não há custo, o executivo considera interessante o consumidor experimentar uma opção que lhe seja conveniente para perceber a economia que pode fazer, além de poder contar com uma simplificação e rapidez na hora de comprar moedas estrangeiras, por exemplo, e em várias outras operações.

Vantagens 

O momento é oportuno para conseguir um cartão sem anuidade, afirma o diretor. “Basta ver que, quando alguém liga para falar que quer cancelar o cartão, a administradora logo oferece um ano grátis de cartão ou outras vantagens. Portanto há espaço para a barganha.”

Ele explica que no Chile, onde sua empresa também atua, “os cartões já não cobram mais anuidade, falar de isenção lá é chover no molhado”. A competitividade passou a recair, segundo ele, sobre outras recompensas, como por exemplo a devolução de parte dos gastos (cashback ou dinheiro de volta).

Por aqui, o mercado apresenta iniciativas nesse sentido, além das conhecidas e populares milhas – despesas pagas que se transformam em descontos na compra de passagens aéreas – ou dos pontos que podem ser trocados por produtos. Todo atrativo é bem-vindo, mas dependendo do perfil financeiro do usuário nem sempre vai valer a pena assumir um custo para ter determinado cartão.

Condições específicas

Marchetti chama a atenção para particularidades em relação a isenção ou outros benefícios, e cita o Santander Free, que oferece gratuidade no cartão, mas desde que haja um gasto mensal mínimo de R$ 100. Para quem sabe que terá sempre despesas a partir dessa quantia a cada mês, o cartão trará vantagens. No entanto, quem não tem esse perfil de consumo não deve pedir o cartão apenas para ter a isenção. “Pode ser um estímulo ao consumo e levar a gastos acima das necessidades.”

O Nubank, um dos pioneiros a oferecer o cartão isento de anuidade, passou a contar também com o sistema Nubank Rewards. Por ele, a cada R$ 1,00 de despesa o usuário acumula um ponto e o total de pontos pode ser usado para pagar gastos da própria fatura. Mas haverá a cobrança de uma mensalidade de R$ 19,00 para quem quiser contar com essa possibilidade.

O executivo explica que, diante dessas condições, a modalidade será vantajosa, e o consumidor terá de fato o retorno, quando os gastos atingirem um determinado nível. E o próprio banco explica isso de forma muito transparente em seu site, indicando o cartão para quem tem despesas acima de R$ 1.600. Caso contrário, não vai compensar assumir a mensalidade de R$ 19,00, porque não haverá um retorno nos descontos equivalente a esse custo.

O conceito está baseado em quanto maior o gasto maior o incentivo oferecido pela administradora, explica o CEO. De todo modo, ele elogia esse acesso dado ao usuário de pegar os pontos acumulados diretamente em sua fatura e eliminar determinadas despesas, através do aplicativo.

“O retorno é mais concreto quando o consumidor percebe que com o bônus conseguiu pagar, por exemplo, uma corrida do Uber”. Já no esquema de milhagem, a recompensa está mais distante do dia a dia do usuário. Nem sempre ela é palpável de forma imediata por não ser possível saber até onde pode ir com aquelas milhas, ou se vai conseguir comprar a passagem desejada e pelo preço pretendido.

Além de dar visibilidade ao que os principais cartões do mercado oferecem, a plataforma ComparaOnline conta com outro serviço, em que usuários relatam e avaliam suas experiências com as administradoras dos cartões. Informações que podem servir de base e orientação para quem for contratar os mesmos serviços. “Assim, o aspecto de reputação da empresa pode estar mais próximo do consumidor no momento de decisão, de modo a garantir que ele faça uma boa escolha.”

Várias mudanças

O diretor identifica mudanças relevantes pelas quais passou o segmento de crédito. “A forma de distribuição financeira mudou”, constata ele. “Se antes o consumidor tinha até medo e constrangimento de entrar numa agência para pedir um empréstimo e ser obrigado a sair de lá com um seguro, um título de capitalização para ajudar o gerente a bater suas metas, hoje ele faz isso pela internet com as fintechs”.

Houve uma inversão, argumenta Marchetti, porque o interessado sem sair de casa pode conhecer as opções e saber quem quer lhe emprestar dinheiro e pelas condições mais favoráveis. “O consumidor não precisa mais ser refém das instituições financeiras, e deve ter a consciência de que tem mais poder de escolha, porque há uma disputa por ele.”

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